13/08/2015 - Crime bárbaro de estudante no Araguaia completa 7 meses sem solução por parte da polícia

13/08/2015 - Crime bárbaro de estudante no Araguaia completa 7 meses sem solução por parte da polícia

Uma explicação é isso que a família quer. Passados sete meses, a família da estudante Lorena Maria Rosa da Silva, 16 anos, do município de Campinápolis-MT, continua sem saber quem estuprou e matou a adolescente num crime bárbaro que chocou a cidade de 15 mil habitantes que fica a 570 km de Cuiabá.

Lorena desapareceu na véspera de natal quando estava pegando sinal de Wifi no centro da cidade (fato que é comum em pequenas cidades) e foi encontrada morta seminua num terreno de uma igreja ao lado da rádio onde estava pegando internet. O corpo estava seminu com ferimentos na cabeça e orelha rasgada.

Passado esse período, a Polícia Civil de Campinápolis e de Água Boa (onde fica a regional) não conseguiu esclarecer quem realmente cometeu esse crime. E o que a família mais ouve da polícia é que a perícia não está pronta. “Como não está pronta essa perícia já foram sete meses que a minha irmã foi abusada e morta” reclama a irmã, Larissa Tamara Barbosa da Silva.

Foi dela e da irmã Letícia, a iniciativa de procurar a imprensa para cobrar uma posição da Polícia Civil devido ao sofrimento dos pais: Eulivar conhecido como Negão do lava jato e dona de casa Porcina Barbosa de Oliveira que não param de chorar e lamentam até hoje ocorrido no natal do ano passado.

Na época, a polícia chegou a prender um suspeito que estava perto de onde foi encontrado o corpo de Lorena, todavia ele foi solto por falta de provas pela delegada Luciana que acompanhava o caso na época. Vale ressaltar que o acusado tem um homicídio cometido em Querência e passagens por crimes de violência doméstica (Maria da Penha). “Coletaram esperma que estava na minha irmã será que fizeram a comparação com este suspeito que foi solto”, pergunta Larissa.

A reportagem do Araguaia Notícia conseguiu por telefone falar com o delegado regional de Água Boa Welber Batista Franco, na manhã de quarta-feira (12/08), que se comprometeu em determinar novas diligências para apurar este crime. “Eu sou delegado regional de Água Boa, mas vou pedir ao titular de Nova Xavantina que se empenhe e faça mais diligencias para esclarecer a morte de Lorena”, completou o delegado.

Larissa conta que não está sendo fácil para família superar a ausência da irmã. Lorena era natural de Campinápolis do colégio Couto Magalhães e sonhava em fazer faculdade em outra cidade.
“Minha irmã não tinha inimigos, todos gostavam dela porque era uma menina alegre e brincalhona. Gostava de ajudar todo mundo. Ela não gosta de ver ninguém triste. Não está sendo fácil superar a ausência dela porque a Lorena era muito presente em nossa família. Tudo que íamos fazer ela estava junto. Meu pai até hoje é revoltado com isso. A vida da minha mãe é chorar e falar dela a toda hora. Assim resumindo... não temos o que falar mal dela. Ela era tudo em nossas vidas”.

Esperamos que esse pedido da família seja levado realmente em conta pela polícia e que uma resposta seja dada. Crimes como este - aliás crime nenhum - pode cair no esquecimento. E o papel da imprensa é cobrar e das autoridades em dar uma resposta satisfatória. Cadê a perícia da morte da Lorena? Compararam ou não o esperma encontrado dentro da vítima com o suspeito que foi preso na época? Tem mais suspeitos? Por que as diligências não continuaram sendo feitas? Será que não deram a importância necessária - neste caso - porque a vítima era uma adolescente de uma pequena cidade em Mato Grosso? 

Esperamos respostas deste caso. 

 

Ronaldo Couto

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