13/08/2015 - MST invade o Palácio Paiaguás e governador marca audiência

Integrantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) conseguiram agendar uma reunião com o governador Pedro Taques (sem partido), após invadirem o Palácio Paiaguás, sede do Governo do Estado de Mato Grosso, na tarde desta quarta-feira (12).

A reunião foi anunciada pelo secretário-chefe da Casa Civil, Paulo Taques, e irá ocorrer na próxima segunda-feira (17), às 11h.

Escoltado por policiais militares da Ronda Ostensiva Tática Móvel (Rotam), o secretário anunciou que seis representantes do movimento deverão se encontrar com o governador para discutir questões sobre a reforma agrária no Estado.

Após solicitações dos manifestantes, o secretário aumentou para 10 o número de representantes dos Sem Terra.

De acordo com a Polícia Militar, cerca de 350 pessoas protestaram em frente ao Palácio. O grupo do MST, porém, afirma que 600 pessoas estavam presentes no ato.

Após a invasão do local, o policiamento na sede do Governo foi reforçado.

O protesto no local durou cerca de três horas.

Segundo o coordenador regional do MST, Vanderli Scarabeli, inicialmente, o movimento não iria entrar na sede do Governo.

“A princípio, o plano era realizar uma passeata para agendar uma conversa com o governador, mas decidimos ir para a entrada do Palácio para reivindicar a reunião”, disse.

Scarabeli afirmou que o grupo não forçou a entrada ao Palácio, uma vez que os portões do local estavam abertos.

“Se não fosse a invasão do Palácio, não iríamos conseguir agendar a reunião. Fizemos um pedido de diálogo com o governador há 60 dias e nunca fomos atendidos”, disse.

Manifestação

Na manhã desta quarta-feira (12), os manifestantes do MST concluíram uma marcha de 43 quilômetros, iniciada na terça-feira (11). A ação percorreu avenidas de Várzea Grande e Cuiabá.

Ao final da marcha, os integrantes do MST invadiram a sede do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária em Mato Grosso (Incra), onde devem permanecer acampados até às 12h de quinta-feira (13).

Por causa da invasão ao órgão, os funcionários da entidade se retiraram do local e o expediente desta quarta-feira (12) foi encerrado.

Reivindicações

Conforme os manifestantes, a ação tem o objetivo de defender a execução da reforma agrária, os direitos dos trabalhadores contra a terceirização e denunciar o processo de ajuste fiscal, a cargo do Ministério da Fazenda.

“A reforma agrária é o único meio que pode possibilitar o desenvolvimento do campo brasileiro, além de baratear o consumo de alimentos saudáveis”, disse Scarabeli.

O MST é contra o ajuste fiscal no que se refere à redução de recursos financeiros para a Educação e para a reforma agrária.

“Eles usaram todo o dinheiro para pagar juros da dívida pública”, afirmou o coordenador do movimento, ao criticar o Governo Dilma Roussef (PT)
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Vinícius Lemos 

Da Redação

Comentários

Data: 13/08/2015

De: Denil

Assunto: Parabens

Que Deus abençoi atodos as pessoas que estao nessa luta parabens pela conquista da reunioa marcada

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