13/11/2014 - Canarana: Famílias continuam acampadas em frente a fazenda Lírio Branco

Cerca de 20 famílias continuam acampadas à beira da estrada MT-110, em frente à Fazenda Lírio Branco, interior de Canarana, para pressionar para que a área volte a fazer parte dos planos do governo para fins de reforma agrária. Elas estão no local desde o dia 14/Jun.

Conforme ofício emitido pelo superintendente regional do Incra em Mato Grosso, Salvador Soltério de Almeida, e enviado à empresa Habiarte Barc Construções LTDA, proprietária da área, no dia 09/Maio, o órgão constatou a inviabilidade do assentamento, arquivando o processo.
 
Com a notícia de que as famílias tinham se acampado às margens da fazenda, a Habiarte entrou na Comarca de Canarana pedindo que as mesmas desocupassem o local, para impedir futura invasão. A justiça acatou o pedido, mas as famílias permaneceram.
 
No dia 25/Jun, Salvador Soltério enviou um ofício ao prefeito Municipal de Canarana, Evaldo Diehl, solicitando a indicação de novas áreas a serem estudadas para a implantação de assentamento pela reforma agrária aqui em Canarana.
 
No dia 28/Jul, Salvador Soltério enviou uma carta para a empresa Habiarte informando que o imóvel, devido ao arquivamento, poderia ser utilizado de forma racional, respeitando a legislação ambiental em vigor. A empresa disse que a fazenda seria então arrendada. 
 
Conforme o J. O Pioneiro apurou, as famílias permanecem no local porque a justiça federal estaria investigando indícios de que os laudos utilizados para tornar a fazenda imprópria para a reforma agrária, não estariam corretos.

A fazenda Lírio Branco tem 3.850 hectares e foi decretada para ser usada para a reforma agrária pela presidenta Dilma Rousseff em 20 de agosto de 2012. Como o prazo expirou, caso haja uma reversão no caso, será preciso remontar o processo.

 

 

 

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