13/11/2017 - Moro manda devolver acervo presidencial de Lula, pois não viu crime

13/11/2017 - Moro manda devolver acervo presidencial de Lula, pois não viu crime

Depois de inocentar o ex-presidente Lula da acusação de lavagem de dinheiro e corrupção passiva por causa de contrato com a OAS para armazenamento do acervo presidencial, o juiz Sérgio Moro decidiu autorizar o deslacre do material, que está guardado no Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, em São Bernardo do Campo, em São Paulo.

 

Segundo a jornalista Mônica Bergamo, os “dez contêineres com objetos e as 400 mil cartas que o petista recebeu quando era presidente estavam trancados, à espera do desfecho judicial da acusação de que tinham sido armazenados e mantidos com dinheiro ilícito.”

“Moro absolveu o ex-presidente e Paulo Okamotto, presidente do Instituto Lula, da acusação de lavagem de dinheiro e corrupção passiva por aceitar que a OAS pagasse pela manutenção do acervo. O TRF-4 (Tribunal Regional Federal da 4ª Região) ainda tem que decidir se mantém ou revê a sentença de Moro.”

Okamotto já recorreu para que os termos de sua absolvição sejam alterados de maneira que fique claro que os procuradores de Curitiba não conseguiram provar as acusações feitas. Segundo dados do TRF4, a demanda foi parar no Supremo Tribunal Federal para análise do relator da Lava Jato, o ministro Edson Fachin.

Ainda de acordo com a colunista, Moro também marcou o depoimento de Lula no processo do sítio de Atibaia. O ex-presidente deve depor em 5 de fevereiro de 2018.

 

Fonte: Sidney Rezende

 

Comentários

Data: 14/11/2017

De: Luis Gonzaga Domingues

Assunto: luisodomingues@hotmail.com

Testemunha do caso Fifa diz que Globo pagou propina por direitos de TV
John Taggart/Reuters

Alejandro Burzacofoi chefe da Toneos y Competencias SA até a sua prisão em 2015
SILAS MARTÍ
DE NOVA YORK
14/11/2017 16h17 - Atualizado às 17h46
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O Grupo Globo foi citado por Alejandro Burzaco, ex-homem forte da companhia de marketing argentina Torneos y Competencias SA, como uma de seis empresas que teriam pago propina para ganhar a concorrência dos direitos de transmissão de torneios internacionais.
Num dos depoimentos mais aguardados do julgamento do escândalo de corrupção da Fifa, em Nova York, Buzarco disse que grupos de mídia, entre eles a Globo e a brasileira Traffic, além de Televisa, do México, a americana Fox e a argentina Full Play fizeram pagamentos irregulares para obter vantagens.
Ele foi ouvido como uma das testemunhas da acusação no julgamento de José Maria Marin, ex-presidente da CBF acusado de extorsão, fraude financeira e lavagem de dinheiro durante negociações de contratos com a Fifa.
Em nota, o Grupo Globo afirmou "veementemente" que "não pratica nem tolera qualquer pagamento de propina". A empresa lembra ainda que após mais de dois anos de investigação não é parte nos processos relacionados à corrupção na Fifa na Justiça americana.
"Em amplas investigações internas, [o Grupo Globo] apurou que jamais realizou pagamentos que não os previstos nos contratos", diz a nota.
Ainda assim, o grupo afirma que se colocará à disposição das autoridades americanas.
Os outros grupos de mídia citados por Buzarco ainda não se pronunciaram sobre o caso.
Buzarco também é réu na investigação conduzida pela Justiça americana. Ex-diretor da Torneos y Competencias, empresa de marketing esportivo com sede em Buenos Aires, ele fechou um acordo de delação premiada com os promotores do caso e ainda aguarda a sua sentença.
O empresário está em prisão domiciliar em Nova York desde que foi detido, há dois anos. Ele disse também que manteve a Fox Panamericans informada sobre o pagamento de propina -o grupo americano foi o único sobre o qual deu mais detalhes, alegando que sabiam de todos os passos do processo.
Ele se referia então a contratos de transmissão da Copa Libertadores.
O empresário citou ainda o grupo Clarín, mas disse que este foi o único que não chegou a pagar propinas à Fifa.
No tribunal do Brooklyn, diante dos jurados, Buzarco apontou para Marin, além de dois outros réus na corte, o paraguaio Juan Ángel Napout e o peruano Manuel Burga, afirmando que havia entregado dinheiro ilícito aos três.
Marin, Burga e Napout são os únicos de quase 40 indiciados no caso que se declaram inocentes das acusações.
O depoimento de Buzarco, portanto, é uma das principais armas da acusação no julgamento que acusa dirigentes do futebol mundial de receber até R$ 500 milhões em pagamentos ilícitos em paralelo a negociações de contratos com a Fifa ao longo das últimas duas décadas.

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