13/11/2017 - Temer tem encontro com Yunes, que lavava dinheiro e propina para Temer

13/11/2017 - Temer tem encontro com Yunes, que lavava dinheiro e propina para Temer

O presidente Michel Temer (PMDB) se encontrou com o advogado José Yunes, ex-assessor e amigo pessoal, e o presidente da Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo), Paulo Skaf, esta sexta-feira (10), em São Paulo. O encontro não foi registrado na agenda oficial do presidente divulgada pelo Palácio do Planalto.

Em nota, o Planalto confirmou o encontro: “O presidente se encontrou com José Yunes ontem [sexta], assim como recebeu visita dele após ser internado no Sírio-Libanês. E em outras oportunidades, dessa longa amizade de 50 anos”, diz o texto.

Yunes foi acusado pelo delator Lúcio Funaro, apontado como operador do PMDB, de ter recebido propina endereçada a Temer, além de lavar o dinheiro por meio da compra de imóveis.

O presidente rebateu as acusações, disse que as declarações de Funaro são “falsas” e que os imóveis que ele possui foram adquiridos de forma lícita e declarados à Receita Federal.

O ex-assessor do presidente disse que vai processar Funaro por fazer uma acusação falsa.

Em dezembro, Yunes pediu demissão do cargo de assessor especial da Presidência após seu nome ser citado na delação do executivo da Odebrecht Cláudio Melo Filho. O delator afirmou que parte dos R$ 10 milhões prometidos pela empresa ao PMDB, em jantar do qual Temer participou, foi entregue no escritório de Yunes em São Paulo.

Em depoimento à PGR (Procuradoria-Geral da República), Yunes disse ter recebido um pacote das mãos de Lúcio Funaro para ser entregue ao ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha (PMDB), mas afirmou não saber se o pacote continha dinheiro.

Funaro afirmou, também em depoimento, acreditar que Yunes sabia que o pacote continha dinheiro.

Temer e Padilha têm afirmado não terem praticado irregularidades na sua relação com a Odebrecht.

 

Fonte: UOL

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Data: 14/11/2017

De: Luis Gonzaga Domingues

Assunto: luisodomingues@hotmail.com

Testemunha do caso Fifa diz que Globo pagou propina por direitos de TV
John Taggart/Reuters

Alejandro Burzacofoi chefe da Toneos y Competencias SA até a sua prisão em 2015
SILAS MARTÍ
DE NOVA YORK
14/11/2017 16h17 - Atualizado às 17h46
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O Grupo Globo foi citado por Alejandro Burzaco, ex-homem forte da companhia de marketing argentina Torneos y Competencias SA, como uma de seis empresas que teriam pago propina para ganhar a concorrência dos direitos de transmissão de torneios internacionais.
Num dos depoimentos mais aguardados do julgamento do escândalo de corrupção da Fifa, em Nova York, Buzarco disse que grupos de mídia, entre eles a Globo e a brasileira Traffic, além de Televisa, do México, a americana Fox e a argentina Full Play fizeram pagamentos irregulares para obter vantagens.
Ele foi ouvido como uma das testemunhas da acusação no julgamento de José Maria Marin, ex-presidente da CBF acusado de extorsão, fraude financeira e lavagem de dinheiro durante negociações de contratos com a Fifa.
Em nota, o Grupo Globo afirmou "veementemente" que "não pratica nem tolera qualquer pagamento de propina". A empresa lembra ainda que após mais de dois anos de investigação não é parte nos processos relacionados à corrupção na Fifa na Justiça americana.
"Em amplas investigações internas, [o Grupo Globo] apurou que jamais realizou pagamentos que não os previstos nos contratos", diz a nota.
Ainda assim, o grupo afirma que se colocará à disposição das autoridades americanas.
Os outros grupos de mídia citados por Buzarco ainda não se pronunciaram sobre o caso.
Buzarco também é réu na investigação conduzida pela Justiça americana. Ex-diretor da Torneos y Competencias, empresa de marketing esportivo com sede em Buenos Aires, ele fechou um acordo de delação premiada com os promotores do caso e ainda aguarda a sua sentença.
O empresário está em prisão domiciliar em Nova York desde que foi detido, há dois anos. Ele disse também que manteve a Fox Panamericans informada sobre o pagamento de propina -o grupo americano foi o único sobre o qual deu mais detalhes, alegando que sabiam de todos os passos do processo.
Ele se referia então a contratos de transmissão da Copa Libertadores.
O empresário citou ainda o grupo Clarín, mas disse que este foi o único que não chegou a pagar propinas à Fifa.
No tribunal do Brooklyn, diante dos jurados, Buzarco apontou para Marin, além de dois outros réus na corte, o paraguaio Juan Ángel Napout e o peruano Manuel Burga, afirmando que havia entregado dinheiro ilícito aos três.
Marin, Burga e Napout são os únicos de quase 40 indiciados no caso que se declaram inocentes das acusações.
O depoimento de Buzarco, portanto, é uma das principais armas da acusação no julgamento que acusa dirigentes do futebol mundial de receber até R$ 500 milhões em pagamentos ilícitos em paralelo a negociações de contratos com a Fifa ao longo das últimas duas décadas.

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