13/12/2012 Advogado da Suiá Missú diz: Pedro Casaldáliga e Paulo Maldos algo em comum além do uso do anel de tucum

A força nacional e o Exército Brasileiro chegaram à área em conflito. Fato perfeitamente normal para as dimensões da desintrusão. Evidentemente que ninguém está questionando o uso das forças de segurança no episódio.

O que causa estranheza é a presença na área em conflito do indivíduo de nome Nilton Tubino. Que segundo o termo de declarações prestadas na câmara de vereadores de Alto Boa Vista pelo Sr. Wilson da Silva teria o referido indivíduo se identificado como Secretário Geral da Presidência da República e comandante da operação militar na desintrusão.

Segundo relato do prefeito Municipal de São Félix do Araguaia o Sr. Nilton Tubino teria “determinado” a força nacional que quando do cumprimento das intimações com prazo para a desintrusão fossem fechadas todas as entradas e saídas do Distrito do Posto da Mata, isolando a população por várias horas.

Segundo denúncias dos ocupantes da área, inclusive autoridades locais, a força policial acatou a ordem do Sr. Newton Tubino e assim procedeu, sem ordem judicial, e proibiu o direito de ir e vir de milhares de cidadãos Brasileiros.

A atitude ilegal causou revolta na população que em legitima defesa revidou a ação clandestina da força policial, por determinação inaceitável de um civil que não tem o controle da operação.

A legítima defesa dos ocupantes se evidenciou quando tombaram um veículo da força policial, eis a omissão de socorro ao Sr. Antônio Carlos Figueiro, que desmaiou na ocasião e não foi permitido pelo “comandante” da operação Sr. Newton Tubino o seu traslado até o hospital regional, que fica a mais de 100 km da área em conflito.

Viemos, a saber, que o Sr. Nilton Tubino na verdade é Coordenador Geral de Campo e Território da Secretaria Geral da Presidência da República e se encontra na área em conflito a mando de Paulo Maldos, que é Secretário Nacional de Articulação Social da Presidência da República. Que por sua vez é o homem do Sr. Gilberto Carvalho, Secretário Geral da Presidência da República.

Para quem não se lembra do Sr. Gilberto Carvalho trata-se de resto do espólio ou herança deixada pelo Presidente Lula à atual Presidenta Dilma. Para quem ainda não se lembra, ele se afeiçoa ao Imperador Francês Napoleão Bonaparte, conhecido pelo tamanho e pelas suas estratégias na guerra. Um parêntese, só se assemelha no tamanho e na arrogância.

O Sr. Paulo Maldos é useiro vezeiro na prática de intromissão em cumprimento a ordens judiciais. Dependendo da conveniência política fica de um lado ou de outro da contenda.

No caso da Suiá Missú tomou o partido dos índios e mesmo estando a mais de 1500 km da área em conflito se acha no direito de numerar, sem fonte empírica, os ocupantes não índios em 204 pessoas.Para mídia cria um factoide quando se diz ameaçadopelos ocupantes da Suiá Missú de morte, juntamente com antropóloga da FUNAI e o prefeito derrotado de Alto Boa Vista.

O Sr. Paulo Maldos também meteu o bedelho no famoso caso Pinheirinho. O secretário se apresenta como vítima das forças policiais quando do cumprimento da ordem judicial de reintegração de posse.

Naquela ocasião, como o cumprimento da ordem judicial era em São Paulo, onde o governo é do PSDB, o valentão secretário protetor dos injustiçados teve a desfaçatez de pessoalmente tentar obstaculizar o cumprimento da ordem judicial de reintegração de posse. Como troféu de sua “bravura” carrega uma bala de borracha pela qual, segundo ele, teria sido atingido na ocasião.

O Sr. Paulo Maldos é o cônjuge varão da Dra. Marta Maria Azevedo Presidenta da FUNAI, interessada direta na consumação do despejo da Suiá Missú.

O “Robin Hood Palaciano” e o Sr. Paulo Vannuchi então ministro dos Direitos Humanos são mentores do famigerado “Plano-Socialista dos Direitos Humanos” que tinha por escopo a legalização do aborto, censura prévia à imprensa e o fim do direito de propriedade, à medida que o juiz ficaria proibido de decidir a reintegração de posse de uma área invadida, no campo ou na cidade, sem que se tenha passado o caso por uma junta de conciliação.

A proposta foi alterada por pressão da sociedade, eis que sua inconstitucionalidade formal e material é flagrante à medida que ofende o direito de propriedade e a autonomia do Poder Judiciário.

Penso que é pertinente transcrever parte da matéria veiculada no BLOG do jornalista Reinaldo Azevedo acerca da conduta de Palo Maldos, sua bala de estimação e seu anel de tucum:

 

Ah, agora entendi o anel do homem de Carvalho…

 

“No post anterior, publico algumas fotos de Paulo Maldos, assessor de Gilberto Carvalho, presente à desocupação do Pinheirinho. Vejam a satisfação com que ele exibe a tal bala de borracha. Chamo ali a atenção para aquele anelzinho escuro, que vejo nas mãos de muitos “progressistas”. Leitores me alertam que está tudo explicadinho na Wikipedia. Seria um sinal de adesão à Teologia da Libertação — que costumo chamar de “Escatologia da Libertação” — ou, mais amplamente, a seus valores. Vocês verão a explicação.”

“Entendo. Já vi, acho que vi, o tal anelzinho nas mãos de jornalistas também. Pergunta óbvia: isso não significa, de saída, a evidência de compromisso e comprometimento com um grupo, não com a isenção? Em que isso é diferente da exposição do emblema ou logo de um partido?”

 

“Segue transcrição do que vai na Wikipedia:

Anel de tucum é um anel feito da semente de tucum, uma espécie de palmeira nativa da Amazônia. É utilizado por fiéis cristãos como símbolo do compromisso preferencial das igrejas, especialmente da Igreja Católica, com os pobres.

O anel tem sua origem no Império do Brasil, quando jóias feitas de ouro e outros metais nobres eram utilizados em larga escala por membros da elite dominante para ostentarem sua riqueza e poder. Os negros e índios, não tendo acesso a tais metais, criaram o anel de tucum como um símbolo de pacto matrimonial, de amizade entre si e também de resistência na luta por libertação. Era um símbolo clandestino cuja linguagem somente eles compreendiam.

Mais recentemente, a utilização do anel de tucum foi resgatada por fiéis cristãos, especialmente adeptos da teologia da libertação, com o objetivo de simbolizar a aliança das igrejas com os pobres e oprimidos da América Latina, especialmente por fiéis católicos após o Concílio Vaticano II e as Conferências Episcopais de Medellín e de Puebla.[1]

Anel de Tucum e Bíblia Edição Pastoral.O anel de tucum foi tema de documentário homônimo dirigido por Conrado Berning em 1994. No filme, o bispo católico Dom Pedro Casaldáliga, um dos entrevistados, explica da seguinte maneira a utilização do anel:

” Este anel é feito a partir de uma palmeira da Amazônia. É sinal da aliança com a causa indígena e com as causas populares. Quem carrega esse anel significa que assumiu essas causas. E, as suas conseqüências. Você toparia usar o anel? Olha, isso compromete, viu? Muitos, por causa deste compromisso foram até a morte. “

Embora o anel de tucum, tenha sido originalmente criado para simbolizar o matrimônio entre escravos e índios, atualmente, em meios cristãos, o anel é usado para representar a preocupação com causas populares, e pela igualdade. Católicos tradicionalistas por sua vez, especialmente devido a forte ligação entre os usuários do anel de tucum e a teologia da libertação, consideram que este “é uma ostentação de pobreza. E ostentar virtude é vaidade que anula toda virtude. Usar isso, para demonstrar amor aos pobres, mais é demagogia do que virtude. Se alguém é realmente pobre, deve praticar essa pobreza e o desprezo das riquezas, sem ostentação, porque se não é pura vaidade e desejo de ser considerado pobre e bom. Isso é orgulho mascarado de pobreza”.

 

Por que o assessor de Gilberto Carvalho tem essa estrovenga na mão e exibe esse ar de perversa satisfação?

 

Vejam esta foto:

 

Foi publicada na edição de sábado do Estado. Este que aparece aí é Paulo Maldos, assessor do ministro Gilberto Carvalho. Isso que ele tem na mão, que exibe por aí como um troféu nas mais variadas circunstâncias (vocês verão), é uma bala de borracha que, segundo ele, o atingiu durante a reintegração de posse do Pinheirinho.

A imagem NUNCA DIZ MAIS DO QUE MIL PALAVRAS. A imagem pode sintetizar milhões delas, que, ainda assim, precisam ser ditas e escritas para que tenhamos ainda mais clareza do objeto tratado.

 

Olhem a cara de Maldos.


Insatisfação? Indignação? Dor? Fúria? Rancor?


Revolta?

Não!


O nome do que se vê acima é prazer!


Se, agora, fosse o caso de evocar Freud, teria de visitar os meandros do masoquismo — o homem que se afeiçoa ao instrumento que o machuca. Mas é bom deixar o doutor de lado. Isso está mais para Marx — um Marx mixuruca, mas está. Aquele rosto que se vê ali é de vitória. Voltem lá. O que fazem aqueles olhos voltados sabe-se lá para onde? Ele posa para o fotógrafo, mas mira uma outra coisa. Nota à margem: também ele exibe aquela aliança ou anel preto, que vejo nas mãos de muitos “progressistas”. O que significa? Não tenho a menor idéia. Vai ver esquerdistas nascem com predisposição para anéis pretos… Se alguém tiver alguma explicação melhor…

Já que ninguém perguntou, então pergunto eu: o que fazia Maldos em plena madrugada de domingo, lá no Pinheirinho? “Ah, estava lá para proteger a população”, poderiam responder o militante e o ingênuo. Mas proteger do quê? “Ora, Reinaldo, da reintegração de posse!” Ah, havia a decisão da reintegração, certo? de cumprimento obrigatório pela Polícia Militar? Então Carvalho e Maldos sabiam que ela iria acontecer, como sabiam os tais “líderes” do Pinheirinho, mas engabelaram os moradores, mantendo-os na ignorância.

Eis aí. Parece que o objetivo era mesmo usar o lombo dos pobres em benefício de uma causa política.

Ora, todo mundo sabe que uma operação de ocupação envolvendo três mil pessoas (nem 9 mil nem 6 mil) tende mesmo a ser conflituosa, especialmente quando há a disposição para reagir à ação da polícia. Ainda assim, não houve o esperado “massacre”.

Pergunto: o que distingue, nesse caso, o trabalho de Maldos do de um agitador qualquer? Em que ele se diferencia de um agente infiltrado, disposto a investir no quanto pior, melhor? Carvalho falta com a verdade de modo absoluto ao afirmar que estavam em curso “negociações”. Não estavam mais! Isso a juíza já deixou claro de modo insofismável. Elas já haviam sido encerradas. Também estava definida a incompetência da Justiça Federal para cuidar do caso.

Os moradores do Pinheirinho, em suma, estavam à mercê de oportunistas, que se prepararam para o banho de sangue que não houve. E a operação “de resistência”, àquela altura, estava sendo coordenada, como se vê, pelo gabinete de Gilberto Carvalho, assim como o de Maria do Rosário comandou a tentativa de sabotagem à retomada da área em que ficava a cracolândia — essa operação apoiada por 82% dos paulistanos.

Este Maldos ser apresentado como uma vítima ou herói do Pinheirinho é evidência da degradação intelectual de consideráveis setores do jornalismo. E não que ele tente disfarçar, não é mesmo? Ele posou (Emir Sader escreveria “pousou”) para outras fotos. Numa delas, não resiste e ri a pregas soltas, como se diria em português castiço, sempre com a estrovenga na mão.

 

 

 QUALQUER SEMELHANÇA ÉMERA COINCIDÊNCIA!

O Bispo Pedro Casaldáliga é espanhol nascido em Balsareny e chegou a São Félix do Araguaia em meados de 1968, logo foi consagrado Bispo pela Igreja Católica ehá poucos anosfoi aposentado compulsoriamente pela idade.

Desde sua chegada não mais retornou ao seu torrão natal. Nem mesmo para o enterro de sua mãe. O risco de não mais voltar ao país que adotou como seu era iminente,o período era de regime militar e seu retorno certamente não seria permitido pelos “gorilas de plantão.”

Sua luta em favor das minorias é fato incontroverso no Brasil e no mundo.  Sua posição radical contra a propriedade privada, o latifúndio as cercas de arameé de todos conhecida e declarada pela diversidade de sua poesia:

“Malditas sejam todas as cercas!


Malditas todas as propriedades privadas que nos privam de viver e de amar!
Malditas sejam todas as leis, amanhadas por umas poucas mãos, para ampararem cercas e bois e fazerem da terra escrava e escravos os homens!”

(D. Pedro Casaldáliga)

 

A coragem sempre foi sua marca registrada. Semprecontrariou interesses de empresários, latifundiários, políticos e nunca arredou pé deSão Félix do Araguaia. Nem mesmo quando aposentado, que é praxe, não abandonou a terra amada.

Para justificar sua ausência no vaticano, a cada cinco anos, para prestar contas ao Papa, costumava dizer: “Sou pobre e os pobres não viajam”.

Confesso que estou estarrecido e decepcionado com a fuga do Bispo pelas mãos da Polícia Federal. Não é de seu feitio abandonar o campo de batalha. A covardia não é sua marca. Lembro-me bem do ocorrido na Fazenda Bandeirantes, quando o nosso Bispo enfrentou com bravura a Polícia Militar que se encontrava no local para desalojar os posseiros.

Sou advogado da associação dos produtores da Gleba Suiá Missú e posso garantir que não há ameaças ao Bispo. Aquele povo em sua maioria é católico e evangélico e não nutre ódio por ninguém, apenas decepção. Evidentemente que estão lutando pelo seu Direito, mas dentro das normas de conduta social aceitável do ponto de vista legal.

Acredito que a denúncia de ameaça ao Bispo é mais um factoide criado por ele próprioou por oportunistas de plantão, eis o grave panorama político - social conturbado pelo caso Suiá Missú e sua veiculação pela mídia nacional. Quem ameaçou? Quando ameaçou? De que forma se concretizou a ameaça velada?

Somente posso acreditar que pessoas interessadas em vê-lo pelas costas, desde sua aposentadoria, devem ter contribuído para amedrontá-lo, aproveitando do seu fragilizado estado de saúde. O famoso fogo amigo!

A igreja católica de São Félix a muito anda vazia de fiéis; ao contrário das igrejas evangélicas que ganham com a discriminação, intransigência e o radicalismo exacerbado de alguns membros que se acham proprietários da igreja de Deus.

Se não usa o anel de tucum, símbolo da pobreza, não é da “Turma de Deus”. Dualismo inaceitável para quem é cristão. Jesus Cristo não discriminou rico, pobre, latifundiário,corrupto, gay, índio ou não índio. Muito pelo contrário, ao seu lado caminhavam um traidor corrupto e uma prostituta, sem que fossem discriminados. E pelo que se sabe não usava anel e muito menos sandália de dedo.

Como dizia o carnavalesco Joaozinho Trinta “quem gosta de pobreza é intelectual. Pobre gosta e sonha com luxo, prosperidade e riqueza!”.

A classificação do Bispo na pirâmide de priorizados: primeiros índios, depois posseiros e descamisados e somente depois os outros, não guarda guaridacom a palavra de Deus e muito menos nas leis dos homens.

 O STF ao analisar o tema envolvendo a demarcação da terra Raposa Serra do Sol denominou o capítulo VII da Constituição de: “capítulo avançado do constitucionalismo fraternal”. Isso não pode levar a interpretação hermenêutica teratológica de que os índios têm mais direitos que os não índios. O princípio identificador da democracia esculpido na Carta da República é o da Isonomia.

 

 O Princípio Constitucional da Dignidade da Pessoa Humana é o principal e o mais amplo princípio constitucional. A dignidade da pessoa humana abrange uma diversidade de valores existentes na sociedade e abarca a todos, sem discriminação. Trata-se de um conceito adequável a realidade e a modernização da sociedade, derivado da palavra de Deus. Com a devida vênia não há “direito primordial dos índios sob qualquer aspecto”, como afirma o Casaldáliga na entrevista transcrita a seguir.

Voltando ao caso da Suiá Missú, gostaria de tecer alguns comentários acerca da entrevista do Bispo ao repórter do Araguaia, em respostaa minha entrevista ao mesmo veiculo de comunicação.Assim ele respondeu:

O Repórter do Araguaia - O que o senhor diz da terra de Marãiwatsédé (Suiá Missú)?

. Dom Pedro Casaldáliga – Não. Eu cheguei em 1968. Em 66 foram deportados os Xavante e morreram de sarampo uns 90. Esses Xavantes deportados vinham de vez em quando à procura de pati para os arcos e flechas. Nos primeiros contatos com os índios Xavante deu para constatar o fenômeno que os antropólogos chamam de ‘perambulação’; para caça, pesca, colheita de frutos selvagens. Os Xavantes saíam do que hoje é município de Serra Nova, da Suiá Missu, do Xavantinho, do Araguaia, do Tapirape. Era fácil encontrar à beira de alguns caminhos as choupaninhas provisórias onde se acomodavam. O Repórter do Araguaia–

O Dr. Luiz Alfredo denuncia em uma matéria da jornalista Néia Rondon a fraude da FUNAI ao deslocar a área original do território xavante para a área atualmente demarcada. Ele fala ainda de sua participação pedindo à FUNAI o deslocamento da área a fim de não prejudicar assentados da reforma agrária e segundo ele evidenciam a participação do Bispo Dom Pedro na época, esses fatos são verdadeiros?”

“Dom Pedro Casaldáliga Não. Não tive participação no deslocamento da área. O que tenho dito sempre é que há lugar para índios e lavradores; não para o latifúndio e que o direito indígena é primordial em qualquer circunstância. Na verdade o território Xavante seria bem maior e o território demarcado é apenas uma parte. E todo o território de perambulação é território original.”

Em primeiro lugar o Bispo confessa que os Xavantes perambulavam pelo que é hoje o município de Serra Nova,Suiá Missú, Xavantinho, o Araguaia e do Tapirapé. E afirma que: “Não tive participação no deslocamento da área.”

Todos os locais indicados pelo Bispo como perambulação dos xavantes eram áreas pertencentes ao que era, até então, um dos maiores laitifúndios do mundo, com mais de um milhão de hectares de propriedade da Faz. Suiá Missú.

A beira do Rio Araguaia em São Félix a Prelazia possui um área aproximada de 20 mil metros quadrados. Cercada de arame, com escritura registrada. E até a presente data não foi devolvida aos Xavantes ou Carajás.Segundo relato do Bispo aquele local também era área de peregrinação desssas etnias.

O Bispo chegou a São Félix do Araguaia como padre em 1968, dois anos depois a retirada dos Xavantes de suas antigas aldeias, situadas à beira dos Rios Xavantinho e Tapirapé a mais de 100 km da área demarcada. Não existe qualquer manifestação do Bispo, na ocasião, condenando os atos dos padres Salesianos e da FAB – Força Aérea Brasileira, que em conjunto, promoveram a desintrusão.

Qual será o motivo da inércia do D. Pedro Casaldáliga na ocasião? Será que foi pelo fato da Suiá Missú pertencer ao grupo AGIP controlada à época pelo vaticano? Ou não quis contrariar os insteresses econômicos do vaticano uma vez que, na qualidade de padre, se encontrava na iminência de ser consagrado Bispo?

Com a devida vênia vale a máxima popular:“Faça o que eu digo não o que eu faço”.

As terras da Faz. Suiá Missú eram compostas de cerrado e mata e o bispo e todos os antropólogos sérios que estudaram os Xavantes sabem que eles são índios do cerrado e não da Mata. Suaarte cultural, suas festas, suas plantas medicinais, a introdução sexual, a caça e pesca todas as atividades em áreas de cerrado.

O bispo tem conhecimento que houve afraude e apenas se excluido ato espúrio praticado pela FUNAI, que consiste no deslocamento das verdadeiras terras Xavantes ocupadas em tempos remotos pela etnia, que foram desapropriadas pelo INCRA, para o localem conflito.

O grupo de trabalho formado pela FUNAI no ano de 1991 identificou 04(quatro) antigos cemitérios e 12 (doze) antigas aldeias Xavantes à beira do Rio Xavantinho e Tapirapé. Conforme prova o mapa cartográfico elaborado pelo grupo de trabalho da FUNAIem anexo. As antigas aldeias identificadas são:(1) MÖNTIPÁ;(2) WEDE’Ö MO’RE;(3) É’NTÉPÔ;(4) ÜB’DÔNHO’U;(5) TSIB’T¨MÔ1TESÉ;(6) BO’U; (7) U¨’DZÜ’RÃ’WAWÉ; (8) IRE’PA;(9) NO’ROTE’PENÖI’RÃ;(10) U’BRÉ’HÚ;(11) U’BRÉ’HÚ;(12) ÉTE’TSIMÃRÃ.

 Nenhuma antiga aldeia, e nenhum antigo cemitério, segundo o próprio grupo de estudo da FUNAI, estão localizados no perímetro da área demarcada. Mais uma prova das alegações dos Xavantes de que nunca ocuparam a área em litígio. Veja que no mapa existem dois quadrados à direita que identificam as vegetações: Mata e Cerrado. Podemos constatar que os locais indicados como sendo das antigas aldeias são áreas de cerrado e não área de mata.

 Desafiamos o Bispo, a FUNAI, a UNIÃO e ao PARQUETpara que expliquem  ao povo Brasileiro qual o motivo  lógico e plausível  para que as antigas aldeias  e os antigos cemitérios Xavantes não se encontrarem dentro dos limites da área demarcada  objeto do litígio? E qual o motivo do Rio Xavantinho,que tem este nomeevidentemente por causa dos Xavantes,não margear a área demarcada?

 O STF no julgamento do caso “Raposa Serra do Sol” firmou entendimento jurisprudencial no sentido de que as antigas terras ocupadas em tempos remotos por uma etnia, se caracterizam pela constatação in loco da existência dos resquíciosda existência dos antigos cemitérios e das antigasaldeias.

O vinculo umbilical entre a etnia e suas terras ocupadas em tempos pretéritos devem ser demonstradas de forma objetiva, pela realização de perícia antropológica e topográfica. Fato que não ocorreuno Posto da Mata.

 Não estou a procurar culpados, inclusive reconheço o brilhantismo dos que me antecederam, mas quando assumi o caso como advogado já havia sido prolatado sentença e acordão, respectivamente pelo juiz Federal e o TRF- 1ª Região. Não foi possível, de minha parte, questionar os vícios ora apontados nos processos: judicialeno administrativo que tramitou na FUNAI e culminou com a demarcação da área deslocada.

As ações e omissões do Bispoe da prelazia de São Félix do Araguaia no episódiosão lamentáveis!

O Partido dos Trabalhadores certamente terá a sua resposta nas próximas eleições. E não é somente pela corrupção declarada de seus inúmeros dirigentes pela Suprema Corte do país. Mas pela omissão inaceitável da presidenta Dilma no caso em tela. Ainda mais se tratando de ex - guerrilheira que no passado remoto deu o exemplo, ao se insurgir contra a ordem vigente, eis as violações de direitos pelo regime militar em face do povo Brasileiro!

 

Por, Luiz Alfredo Feresin de Abreu.

Advogado

 

 

 

 

 

 

Comentários

Data: 14/12/2012

De: O ELEITOR

Assunto: POSTO DA MATA

É o direito de minoria em desfavor da maioria, nesses ultimos anos vimos e ouvimos toda especie de aberração, violencia e autoritarismo desse governo, esse nefasto bispo que se fosse um homem que com certeza la na espanha teve um bom conhecimento intelectual, como se prova a historia em que esse famigerado pais dizimou muitos povos e nações em busca desenfreada pelas riquezas dos mesmos, e que ate hoje sofrem devido as essas ações, se ele tivesse realmente intenção de ajudar os menos favorecidos e pobres dessa região, São Félix do Araguaia, hoje seria um polo de educação superior talves ai pelo rincões desse pais de pessoas beneficiadas pela devida notoriedade que essa pessoa tem, e olha para nossa região a mais pobre do estado, só recentemente nossos descedente tem acesso a educação se deslocarem para outras cidade trazendo assim o infortunio de muitos pais que se esforçam pra que os filhos não tenham o mesmo destino nosso, para que tenham melhores oportunidaes de trabalho e vida. Seus seguidores que ha muito tempo desconfiaram que foram sempre massa de manobra na mão dessa famigerada prelazia que nunca ajudou ninguem, pois se um pobre precisa de algo é direcionado para as prefeituras, vide a igreja vazia ja tentaram ate trazer o pessoal antigo pra que seus menbros voltasse mas não há maior patrimonio que a educação em uma pessoa para se desvecilhar de armadilhas como essa, antes a luta era pelo posseiro, houve a reforma agraria, não teve mais como vir o erário público o alvo agora é a causa indigenista, que se diga de passagem sou totalmente a favor, mas da forma empregada atualmente todos tem direito, mas pense ai um assentado da reforma agraria tem que viver em 37 hectares e se pertecer ao bioma amazônico tem que estar com 80% da área sem desmatar pergunto.. tem como viver assim, enquanto se vc for dividir toda essa área de 163.000 ha para cerca de 800 indios...ha vão se catar!!! falei

Data: 14/12/2012

De: roberto

Assunto: suia missu e funai

mais cade o bispo dao pedro casaldaliga q sumil de sao felix agora q o bicho pegou no posto da mata ele sumil, vai lar tbm defender os indio tbm.

Data: 14/12/2012

De: Luis Gonzaga Domingues

Assunto: Posto da Mata

Senhor Paulo Nunes, você tem razão em dizer que tem alguns erros de grafia no texto, pois estava escrevendo em um iPad dos mais moderno da Terra e estava sentado em frente de um televião. Também estou com problema de visão e tenho que trocar meu óculos. Poderia me emprestar aquele dinheiro acumulado com o trabalho dos escravos atuais. Portanto, só percebi os erros logo após ter enviado o texto. No entanto, o maior errou que alguém pode cometer na vida é falta de ética. Aliás, eu tenho certeza que o senhor não sabe o que significa da referida palavra. Pois é, o senhor Fernando Henrique Cardoso do PSDB até o momento não foi responsabilizado pelos documentos que asssinou referente ao conflito de terra no Posto da Mata. E mais, o senhor já leu algum texto de história dos grandes intelectuais da Terra sobre o processo de colonização da América e do Brasil. Tem certeza que após a sua morte irá para o ceú ou é um daqueles que acredita que basta acumular riqueza a custa da escravidão dos mais pobres. Quer dizer que agora querem descumprir a lei, mas quando o sem terra invadem uma propriedade chamada privada os mesmos são todos chamados de bandidos. Que pena, meu senhor! Leia mais um pouquinho. Volte a escola. Gostaria de informá-lo que eu mesmo já comprei um pedaço de terra lá próximo do Município de Canabrava do Norte e não recebi a mesma. Nem por isso contratei um pistoleiro para matar um ser humano.Perdi, mas estou com a consciência tranquila.

Data: 14/12/2012

De: Paulo Nunes

Assunto: Re:Posto da Mata

Confessou que é analfabeto: Não é " de um televisão," "maior errou", " o que significa da referida palavra" "o sem terra invadem"

Qual a justificativa agora sua anta de dois pés? Seu asno metido a intelectual!

Data: 14/12/2012

De: Lembrete

Assunto: Suiá Missú

Fico as vezes pensando, falam mal do Bispo, do Lula, da Dilma, do Presidente da Funai. Mas se esquecem que quem assinou o Decreto de tornando esta área como área indígena foi o Ilustríssimo Sr. Fernando Henrique Cardoso do PSDB. Porque não falam também dele? É claro que não vão falar, pois quem está por trás disso tudo são os grandes fazendeiros que compraram as terras ilegais por preço de banana. Sou a favor dos posseiros continuarem em suas propriedades, mas a verdade tem que dita.

Data: 14/12/2012

De: Concordo

Assunto: Re:Suiá Missú

Parabéns . falou tudo concordo com você..!

Data: 14/12/2012

De: Luis Gonzaga O. Domingues

Assunto: Conflito no Posto da mata

E evidente que existe alguns advogados que escrevem rasoavelmente bem, mas desconhecem o que e conhecimento cientifico. E caso do senhor Luis alfredo. A pergunta que faco e a seguinte: onde esse senhor curso seu curso superior!? No Brasil ou nos Estados Unidos. Em uma Unversidade Publica ou particular. Sera que leu algum pensandor de grande importancia ou e analfabeto politico. Portanto, falar a partir do senso comum ou de meneira empirica e facil e muitos conseguem enganar as pessoas sem muito estudo. Meu caro colegas leia a estoria desse pais atraves das grande obras e maiores estudiosos e depois escreva. Para de falar besteira. Vai estudar.

Data: 14/12/2012

De: paulo nunes

Assunto: Re:Conflito no Posto da mata

luiz gonzada é nome de cantor. Vai aprender a escrever e interpretar um texto para depois julgar. Aproveite e aprenda a escrever. O que pensador tem com o caso da Suiá Missú. As denúncias contra o bispo estão comprovadas pelos documentos, inclusive fornecidos pela FUNAI sua Besta . Voce deve ser capacho da prelazia. Estoria não sua anta é história. E se fosse seria estória.

Data: 14/12/2012

De: veja

Assunto: assunto

Falta de ética profissional, você foi formado para defender não para falar mal das pessoas, voce que é advogado busca as leis para se assegurar nao a vida das pessoas

Data: 14/12/2012

De: Rangel Jorge Santana

Assunto: Ser Advogado

É nas horas que vejo esse tipo de desrespeito e falta de ética profissional que me pergunto; será nisso que vou me tornar quando for advogado? me recuso, vergonha.

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