13/12/2013 - Na eterna briga por verbas para a saúde, Riva defende que orçamento do Estado garanta a implantação de UTIs

A implantação de Unidades de Terapia Intensiva (UTI) nos hospitais dos municípios de Mato Grosso é essencial para desafogar as unidades da Grande Cuiabá e deve ter recursos assegurados na Lei Orçamentária Anual (LOA) para 2014. A cobrança partiu do deputado estadual José Geraldo Riva (PSD), ao cobrar o fortalecimento da saúde do interior, com a melhoria do atendimento aos pacientes – de alta complexidade – em seus municípios.

“É essencial para desafogar os hospitais públicos de Cuiabá, que diariamente recebe inúmeras demandas dos demais municípios”, observou ele. “É preciso fazer com que a demanda na Capital diminua. Por isso, é necessário firmar parceria com as prefeituras para a atenção básica, e fortalecer os hospitais regionais levando à média e alta complexidade”, argumenta Riva. 

Riva reforçou a necessidade de todos os parlamentares participarem da audiência pública que acontece às 15h, no auditório Milton Figueiredo da Assembleia Legislativa, para debater a Lei Orçamentária Anual (LOA) que estima a receita e fixa a despesa do Estado para o exercício financeiro de 2014. 

“É muito importante que esta Casa de Leis promova discussão ampla do orçamento, especialmente na questão da saúde. Defendo que a Assembleia Legislativa trabalhe para garantir a implantação de UTIs no interior, dentro do orçamento do Estado para o próximo ano. Não vejo outra saída para a saúde, a não ser por meio da parceria com os municípios e fortalecimento dos hospitais regionais”, justificou. 

A reportagem do Olhar Direto apurou que o parlamentar social democrata citou a necessidade de implantar UTIs em cidades como Juara, Juína, Alta Floresta, Confresa e Pontes e Lacerda, consideradas pólos indispensáveis na melhoria do atendimento à saúde. 

Contrário ao modelo de Organizações Sociais de Saúde (OSS) desde a implantação no Estado, há dois anos, pelo deputado federal Pedro Henry Neto (PP), então secretário de Estado de Saúde, Riva reiterou a necessidade de mudanças na gestão da saúde em Mato Grosso. 

“Definitivamente, as OSS comprometeram a qualidade da saúde de Mato Grosso, pois não chegam em todo o estado. Trata-se de um modelo de gestão injusto, em função de algumas regiões contarem com hospital regional, com contrato de OSS, mas em contrapartida, outras regiões ficam isoladas, sem os benefícios da saúde. Já tinha a compreensão que esse modelo não iria funcionar quando perguntei ao então secretário de Saúde, Pedro Henry, se as OSS seriam implantadas em todo o Estado e ele disse que não”, lembrou. 

A Lei Orçamentária para 2014 estima receita de R$ 13,3 bilhões, valor 4,8% superior ao orçamento deste ano. No entanto, diante da perspectiva de que haja ‘excesso de arrecadação’, existe a possibilidade de orçamento ser até 8% ou mais, em comparação com os valores deste ano.

 

Da Redação - Ronaldo Pacheco

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