14/01/2015 - Casa Civil já identifica 15 fantasmas; levantamento ainda não terminou

A Casa Civil já identificou 15 funcionários fantasmas que estão na folha de pagamento do Estado com remunerações que podem chegar a R$ 9,3 mil. O número pode ser ainda maior já que o levantamento, que iniciou no primeiro dia da gestão Pedro Taques (PDT), ainda está em andamento. 

 

Segundo o chefe da Casa Civil, Paulo Taques, existem casos similares em outras pastas. “Outros secretários já encontraram fantasmas. Os dados estão sendo enviados para adoção das providências. Por isso, a reforma administrativa é urgente”.

 

Paulo Taques ressalta que as informações que são reunidas serão encaminhadas para Controladoria Geral, Ministério Público, Delegacia Fazendária e Tribunal de Contas. O objetivo é reaver os valores pagos indevidamente e responsabilizar os envolvidos em irregularidades que lesam o erário. 

 

O chefe da Casa Civil  ainda disse que o Governo também encontrou excesso de comissionados.  Um dos setores com número de DGAs incompatível com a estrutura é a Vice-Governadoria, que chegou a ter 54 servidores não concursados lotados no espaço que não comporta sequer 20. “Seria exagero dizer que encontramos a casa totalmente bagunçada. A maior dificuldade está sendo enfrentada pelo secretário de Fazenda Paulo Brustolin, que achou as contas do Estado totalmente desorganizadas. Estamos tentando vencer as dificuldades chegando para trabalhar as 7h e encerrando o expediente somente 23h30”, concluiu Paulo Taques. 

 

Pagamentos Indevidos

A Controladoria Geral do Estado  já  trabalha para recuperar R$ 26 milhões depositados indevidamente nas contas de servidores do Estado   da ativa ou já falecidos. Parte das ações para reaver os valores será realizada na esfera administrativa por meio de retenções na própria folha de pagamento e instauração de processos disciplinares contra servidores da ativa envolvidos. Em relação aos servidores falecidos, familiares que receberam os salários de forma indevida serão acionados judicialmente pela Procuradoria-Geral do Estado (PGE) e alguns casos podem ser encaminhados para investigações do MPE e Defaz. 

 

 

Jacques Gosch

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