14/01/2015 - Quem tiver alguma denúncia, que encaminhe para o MP, reage Taques

O governador Pedro Taques (PDT) reagiu ao vazamento de trechos de uma interceptação telefônica em que o ex-secretário estadual de Fazenda Eder Moraes aparece dizendo ter documentos, escondidos em outros países, que podem até “derrubar” o pedetista.

 

Eder faz ainda referência às transações que teriam sido feitas com o Grupo JBS Friboi e Usinas Itamaraty. “Não tenho absolutamente nada a dizer, eu não vou bater boca com quem quer que seja. Quem tiver alguma denúncia, que encaminhe para o Ministério Público” afirmou Taques, hoje (13), em coletiva sobre parceria firmada entre o Governo e o Gaeco.

O áudio faz parte do inquérito da Ararath, que apura suposto envolvimento em esquema de lavagem de dinheiro e crimes contra a administração pública. O caso é mantido sob sigilo e, até o momento, não há nenhuma investigação contra Taques.

 

Durante a campanha, inclusive, o caso chegou a ser explorado pelos adversários do pedetista, que apresentou várias certidões, atestando que é alvo de nenhuma investigação. O TRE, à época, se manifestou por meio de despacho do juiz Paulo Cézar Alves Sodré.

 

“Assim, tenho como provado, nestes autos, que o Agravante [Pedro Taques] não é investigado ou processado criminalmente, eis que os órgãos que detêm competência para investigá-lo, expressamente afirmaram nos autos, pela certidão e ofício, que não existe contra ele investigação criminal”.

 

Agora, após o vazamento do áudio do ex-braço forte da gestão Silval Barbosa (PMDB), Taques alfineta: “este governo, diferente do outro (Gestão Silval Barbosa) não esconde nada. Tanto que as ações da polícia estão acontecendo aqui dentro e não é uma busca e apreensão”. O ex-governador Silval e Eder foram alvos da PF durante a deflagração da Ararath. Eder, inclusive, já é réu em vários processos na Justiça Federal.

 

Ararath

A Operação Ararath tem por objetivo de desarticular uma organização criminosa especializada em crimes contra o sistema financeiro nacional e lavagem de dinheiro em Mato Grosso. 

 

 

Patrícia Sanches e Jacques Gosch

Comentários

Nenhum comentário encontrado.

Novo comentário