14/02/2014 - CANAL FUTURA NO VALE DO ARAGUAIA - Empregos na Floresta: série especial do Jornal Futura mostra o manejo sustentável na região amazônica

Brasil, região centro-oeste, Mato Grosso, zona de transição entre os ecossistemas Amazônico e Cerrado. Até a década de 1960 floresta era sinônimo de subsistência para os povos que ali viviam. A partir dos anos 1970 o governo federal optou por integrar a região Amazônica: ocupar o território era preciso. Não havia espaço para ideias conservacionistas e o meio ambiente sofreu.

Nessa época a política do governo era desmatar. A floresta em pé não tinha valor algum. Somente a partir da década de 1990, e principalmente nos primeiros anos do século XXI, é que a preocupação com o meio ambiente passou a ganhar força na sociedade brasileira.

A série Empregos na Floresta, que o Jornal Futura exibe entre hoje e sexta-feira, mostra que existem opções viáveis de geração de emprego e renda que favorecem a manutenção da floresta.

proximadamente quinhentas mil pessoas trabalham em atividades que buscam manter a floresta em pé em todo o país, desde à coleta de sementes à exploração de frutos como a castanha e o açaí, além dos óleos e resinas. Em 2011, de acordo com o IBGE, a produção florestal somou 18 bilhões de reais – e o extrativismo foi responsável por 30% desse total.

Ao longo de três reportagens a série mostra como um lugar dominado pelo cultivo da soja e da pecuária começa, ainda que de forma incipiente, a buscar uma alternativa de trabalhos sustentáveis, que visem a manutenção da floresta. Todas as histórias mostradas giram em torno da atividade de coleta de sementes.

Na primeira matéria, com exibição nesta quarta-feira (12), conhecemos a realidade de coletores urbanos de Nova Xavantina, na região nordeste do Mato Grosso e a importância da criação da Rede de Sementes do Xingu – uma espécie de cooperativa que reúne cerca de 350 coletores.

Na quinta-feira (13) a reportagem vai a São Felix do Araguaia, na divisa com o estado do Tocantins, para mostrar como fica a demanda por sementes nativas em função do código florestal.

A série se encerra na sexta-feira (14) no território dos Xavante Maraiwatséde, que tiveram as terras definitivamente demarcadas e devolvidas no final de 2012, após anos de disputa.
A reportagem conversou com o cacique Damião Paridzané e mostra como os índios estão recuperando o território e a mobilização da aldeia, principalmente das mulheres, que se uniram em torno da coleta de sementes.

 

Escrito por Canal Futura

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