15/03/2012 - Envolvidos na operação Pró-Vita tem prisão prorrogada

Os investigados detidos durante a operação Pró-Vita tiveram a prisão prorrogada por mais cinco dias e mais uma pessoa foi presa nesta quarta-feira (14) na continuidade das investigações que apuram a comercialização de medicamentos contrabandeados e uma série de abortos que ocorreram em Barra do Garças, inclusive no hospital municipal. A prorrogação também é extensiva ao médico Orlando Alves Teixeira, acusado da prática de abortos. 

Com essa nova prisão sobe para nove o número de investigados presos e dois continuam foragidos. O delegado Bruno informou que na sexta-feira (16) será concedida uma nova coletiva com a conclusão da investigação por parte da Polícia Federal. 

A operação Pró-Vita ocorreu dia 9 de março, com o fechamento da clínica Pró-Vita, do médico investigado, onde foram encontrados instrumentos hospitalares e medicamentos proibidos, inclusive Cytotec – um abortivo. Além dele, foi presa a enfermeira Marlene Rodrigues dos Passos, 48 anos. 

Os demais nomes não foram informados pelo Ministério Público ou Polícia Federal. Estes seriam os sete donos ou atendentes de farmácias detidos acusados de comercializarem remédios proibidos para emagrecer, estimulante sexual masculino e medicamentos abortivos. 

Trinta mulheres que supostamente fizeram abortos foram ouvidas na Federal e segundo o delegado Edvaldo Waldemar, aquelas que colaborarem com a investigação terão direito à delação premiada com redução de pena, mas assim mesmo serão indiciados pelo crime de aborto. 

A denúncia foi formulada em 2011 pelo ex-diretor do Pronto Socorro, Messias Dantas, desconfiado do alto número de curetagens (procedimento clínico de limpeza do aparelho reprodutivo feminino após o aborto) que vinha acontecendo no hospital barra-garcense, principalmente nos finais de semana e feriados em que o médico investigado estava trabalhando. 

Orlando era proprietário da clínica em Goiânia-GO de onde roubaram uma peça com Césio 137 que foi aberta num lixão e matou várias pessoas, no maior acidente radioativo da história do país. 

Ainda foram presos na região, na mesma operação em Canarana, Luiz Antônio Pereira, 55 anos; e em Ribeirão Cascalheira, o cabo militar José Luiz Bezerra Braga, 45 anos, pego em flagrante recebendo uma cartela de Cytotec.

 

Olhar Direto