14/04/2015 - Estado confirma reajuste salarial de 6,22% para os servidores

Apesar das dificuldades financeiras encontradas e novidades que sempre surpreendem os atuais gestores do governo de Mato Grosso, o governador Pedro Taques (PDT) confirmou uma boa notícia para o funcionalismo público, que é o cumprimento da reposição das perdas inflacionárias de 2014 e que somaram 6,22%, medidas pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor - INPC. “Todos os esforços estão sendo feitos no sentido de cortar despesas para fazermos frente às nossas obrigações, seja para com o funcionário público, seja para com o cidadão que espera de nós lisura na correta aplicação dos recursos públicos e políticas de saúde, segurança e educação de nível”, ponderou o governador Pedro Taques (PDT). 

 

O impacto na folha de pagamento do Poder Executivo que está estimada em R$ 460 milhões/mês deverá se situar entre R$ 28 até R$ 31 milhões/mês dependendo das categorias, pois algumas delas tiveram aumentos diferenciados concedidos na administração passada e que ficaram acima da inflação. Inclusive um dos grandes problemas dos próximos governadores de Mato Grosso foram políticas de recuperação salarial que em alguns casos chega ao ano de 2023 para a categoria do Magistério Público, os professores e técnicos que tem a maior folha de salário e que neste ano deverá somar mais de R$ 1,8 bilhão. 

 

A folha de pagamento do Estado de Mato Grosso, Poderes Executivo, Legislativo, Judiciário, Tribunal de Contas, Ministério Público soma R$ 561 milhões/mês, mas os poderes tem independência para promover recomposições salariais ou até mesmo aumentos acima da inflação, como no caso da Assembleia Legislativa que está mensalmente honrando um pagamento extra de ação judicial transitada em julgado sobre a reposição da Unidade Valor Real (URV) de 1994 no percentual de 11,94% que não foi paga e agora está sendo por decisão judicial com valores retroativos. 

 

A expectativa é de um volume de gasto da ordem de R$ 8 Bilhões entre salários e vantagens, mais encargos, sendo que neste valor publicado na Lei de Diretrizes Orçamentária – LDO e também na Lei Orçamentária Anual – LOA de 2015 estão previstos os impactos da reposição automática nos salários dos servidores públicos de Mato Grosso. 

 

Como o governador Pedro Taques (PDT) aguarda a apreciação e aprovação da Reforma Administrativa onde estima extinguir mais de 1,100 cargos comissionados e outros 3,7 mil contratos que expiraram e não será retomado, o que promoveria uma economia de R$ 146 milhões, o impacto do aumento salarial deverá ser em menor escala e dar folego para o Tesouro de Mato Grosso suportar o reajuste com outras medidas de corte nas despesas e enxugamento nos valores dos contratos. 

 

Os secretários da área econômica, Paulo Taques (Casa Civil); Paulo Brustolin (Fazenda); Marco Marrafon (Planejamento); Júlio Modesto; Patryck Ayala (Procuradoria do Estado) e Ciro Rodolfo (Controladoria) sinalizaram que a determinação do governador Pedro Taques vai no sentido de honrar os compromissos com o funcionalismo na mesma proporção que esperam uma boa prestação de serviço para o cidadão que é o patrão de todos eles. 

 

 

 
Diário de Cuiabá

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