14/05/2016 - Taques afirma que aumentará impostos, caso Estado não diminua despesas

14/05/2016 - Taques afirma que aumentará impostos, caso Estado não diminua despesas

O governador Pedro Taques (PSDB) afirmou nesta semana, em sua página oficial no Facebook, que se o Estado não diminuir as despesas na velocidade e no volume necessário, será obrigado a aumentar impostos. Conforme o chefe do Executivo, O pagamento de 11,28% referente ao RGA (Reajuste Geral Anual) implicaria em um acréscimo de mais de R$ 628 milhões com a folha de pagamento até dezembro deste ano. Por isso o impasse, que pode culminar em uma greve geral nos próximos dias.
 
“O prejuízo tem que parar. O Estado deve caber dentro dos recursos que o cidadão lhe dá, por meio de impostos. Se não formos capazes de diminuir as despesas na velocidade e no volume necessário, seremos obrigados tratar do aumento de impostos”, publicou o governador em sua rede social.
 
Taques ainda acrescenta que até o momento não havia falado sobre impostos, pois o Executivo tem cortado na carne desde 2015, quando ele assumiu. “Continuamos revisando contratos, cortando cargos e despesas de custeio. A meta é economizar 25% do custeio”, pontua o governador. O primeiro de todos os compromissos, segundo o chefe do Executivo, é salários em dia.
 
Em resposta a um comentário, Taques ainda alerta que o quadro de servidores terá novas mudanças, a exemplo de 2015: “No ano passado diminuímos a contratação e estamos trabalhando para fazer uma nova reforma com corte de cargos comissionados. Fizemos isso em 2015 e faremos novamente em 2016”.
 
Uma das ‘saídas’ apontadas é a volta da cobrança do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) sobre os produtos exportados.  Líder do governo na Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), o deputado Wilson Santos (PSDB), afirmou que é importante que haja uma discussão sobre o assunto. No início do mês, o deputado foi a Campo Grande (MS) para conhecer como funciona a lei sul mato-grossense que taxa as commodities.
 
“Esse debate vai discutir o Estado, como arrecada mal, e como gasta mal. O Estado gasta quase 97% do que arrecada para dentro, internamente, com o pagamento de dívidas, custeio da máquina, salários e encargos e sobra 3% ou 4% apenas para o cidadão de fato. Queremos discutir porque o Mato Grosso do Sul há anos vem taxando uma parte da produção de grãos, e ao mesmo tempo não houve nenhum abalo, nenhuma crise na economia sul-matogrossense. Estamos criando na Assembleia uma Frente Parlamentar para compensação das commodities por um período fixo, mas provisório, e o mais importante, estamos abrindo o debate sem carimbar ninguém, e ao mesmo tempo vamos discutir Mato Grosso”, disse Wilson Santos.
 
Já os lideres da agricultura discordam e pontuam que “o agronegócio de Mato Grosso contribui com 50,6% da arrecadação do ICMS no estado, o que representa R$ 4 bilhões dos R$ 7,9 bilhões arrecadados em 2015. Deste montante, 58% corresponde a arrecadações indiretas, ou seja, por meio dos combustíveis, frete, maquinários, energia, produção de óleo e farelo de soja e carnes. Isso significa que o agronegócio é o que mais contribui para a arrecadação do ICMS. Além disso, no ano passado, o setor movimentou R$ 5 bilhões em salários pagos”.

 

 

 

Da Redação - Wesley Santiago

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