14/05/2016 - José Riva afasta desconfianças sobre prêmio de R$ 11 milhões da Mega: "Meu filho tem sorte"

14/05/2016 - José Riva afasta desconfianças sobre prêmio de R$ 11 milhões da Mega: "Meu filho tem sorte"

Assim que noticiado pelo Olhar Direto, no último dia 05, uma enxurrada de comentários "céticos" levantava desconfianças sobre o prêmio milionário da Mega-Sena que José Geraldo Riva Júnior, filho do ex-presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), José Riva, ganhou. O fato, à despeito das críticas, é que ele foi um dos ganhadores do concurso 1.815, sorteado no dia 05 de maio. Os jogos do filho do ex-deputado ainda renderam 15 quinas e 12 quadras. Ao todo, cerca de R$ 11.214.865,90. Um corretor e um empresário do ramo de cimento também participaram do bolão. Para o ex-deputado, entretanto, todas as desconfianças dos populares são infundadas e desimportantes. Ainda, considerou seu filho um “sortudo”. 

Riva não gostou de tratar do assunto, limitou-se a dizer que “isso aí é uma questão do meu filho, o cara tem sorte! Foi uma coisa que Deus deu para todos”, respondeu, na porta da Sétima Vara Criminal, onde acompanhou oitiva com testemunha de defesa em ação penal oriunda da “Operação Arca de Noé”. 

Questionado se fora a primeira vez que seu filho vencera um concurso como a Mega-Sena, Riva diz que sim. “Foi a primeira vez. Eles jogaram em três (pessoas), ganharam em três, em um jogo que teve três ganhadores, e dividiram o premio em três”, tentou explicar.

Por fim, dispensou qualquer desconfiança quanto à "veracidade" do prêmio. “Acho que todo mundo tem o direito de pensar o que quiser, mas o que vale, graças a Deus, é a verdade e pronto”, encerrou Riva. 

Riva Júnior, além do prêmio de R$ 10.829.320,16, faturou R$ 373.249,08, oriundos de 12 quinas, e R$ 12.296,70, acertados em 15 quadras, totalizando um montante de R$ 11.214.865,90. Como foi feito um bolão entre três pessoas, cada um recebeu R$ 3.738.288,63.

A audiência com o ex-deputado nesta quinta-feira (12) durou cerca de 10 minutos. Apenas uma testemunha foi ouvida, um assessor de imprensa da AL que teria prestado serviços na casa durante a presidência de Riva. 

A Operação Arca de Noé investigou e denunciou uma organização criminosa chefiada pelo ex-bicheiro João Arcanjo Ribeiro. Riva foi arrolado em várias ações sobre suposta lavagem de dinheiro na Assembleia Legislativa. Conforme os autos, as factorings de Arcanjo eram usadas para desviar recursos públicos.
Os advogados do ex-parlamentar afirmaram, na questão de ordem requerida, que a suposta denúncia de operacionalização de instituição financeira clandestina ensejaria competência da Justiça Federal. Conforme decisão da magistrada, porém, os crimes de lavagem de dinheiro apontados na ação estariam ligados à prática de peculato, caracterizando, assim, objeto da Justiça Comum.

A ação contra José Riva foi protocolizada pelo Ministério Público de Mato Grosso, em setembro de 2013. Inicialmente o processo tramitava no Tribunal de Justiça de Mato Grosso. Após a queda da prerrogativa de foro, os autos foram encaminhados á Sétima Vara Criminal.

 

 

 

Da Redação - Paulo Victor Fanaia Teixeira

 

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