14/06/2013 - PM inicia confronto, ataca imprensa e faz de SP palco de guerra

Milhares de pessoas foram às ruas na noite desta quinta-feira contra o aumento das tarifas do transporte público em São Paulo. Mas a passeata, que começou pacífica - com jovens cantando, carregando cartazes e distribuindo flores para a população -, terminou com cenas de guerra em diversas ruas do centro.


As primeiras bombas de gás lacrimogênio lançadas pela Polícia Militar, às 19h15, na rua da Consolação, deram início a uma sequência de atos violentos por parte dos militares, que se espalharam até por volta da meia-noite. Antes do início da ação policial, o major Lidio Costa Junior, do Policiamento de Trânsito da PM, afirmou ter sido rompido um "acordo" que havia sido feito com os manifestantes.

A violência contra os manifestantes foi estendida aos profissionais da imprensa que cobriam a manifestação. O fotógrafo Filipe Araújo do jornal O Estado de S.Paulo, foi atropelado por uma viatura da Polícia Militar quando fotografava um confronto na região da rua Bela Cintra, no centro.
 

Giuliana Valonne, repo?rte da Folha de S.Paulo (Foto: Agência Estado)

Giuliana Valonne, repo?rte da Folha de S.Paulo (Foto: Agência Estado)


Sete jornalistas do Grupo Folha ficaram feridos, entre eles a jornalista Giuliana Vallone, daFolha de S.Paulo, que foi atingida no olho por uma bala de borracha disparada pela polícia contra ela, que portava crachá do veículo e subia a rua Augusta quando foi atingida. 

O repórter do Terra Vagner Magalhães foi agredido com um golpe de cassetete quando escrevia uma matéria sentado em uma mureta do vão do MASP. Àquela altura, o clima de tensão parecia ter diminuído. Portando crachá, máquina fotográfica e notebook, foi atacado pela Polícia Militar. O fotógrafo, também do TerraFernando Borges foi detido para averiguação e teve de passar 40 minutos virado para uma parede, com as mãos nas costas, mesmo estando a serviço do portal.



Já o repórter da revista Carta CapitalPiero Locatelli, foi preso antes mesmo do início da manifestação por carregar um frasco de vinagre na mochila. Ele, que cobriu as três manifestações anteriores, trabalhava no local e levou a substância que serve como uma espécie de antídoto caseiro contra a fumaça das bombas de gás disparadas pela polícia. Locatelli foi liberado horas depois.

Provocações verbais foram respondidas com bombas de efeito moral, lançadas sem qualquer critério. Pessoas se abrigaram em um primeiro momento em estações de metrô, porém todas, no perímetro da avenida, tiveram as suas entradas fechadas. Aqueles que estavam nos prédios permaneceram na portaria, até que a situação se acalmasse. Se o combate aos atos de vandalismo era a missão principal da polícia, ali foi esquecida.

(As informações são do Terra)

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