14/06/2016 - Segurança Pública registra ataques em 6 cidades do Estado; alvos são agentes prisionais e até base da PM

14/06/2016 - Segurança Pública registra ataques em 6 cidades do Estado; alvos são agentes prisionais e até base da PM

Seis cidades de Mato Grosso foram alvos de ataques supostamente em represaria à greve dos agentes penitenciários. A Confirmação é da Secretaria de Estado de Segurança Publica (Sesp). Com a greve, foram suspensas as visitas e o banho de sol dos detentos.

 

Desde o começo da semana, familiares dos detentos estão alertando para uma possível rebelião. Houveram  ocorrências desde sexta (10) nas cidades de Cuiabá, Várzea Grande, Primavera do Leste, Sinop, Barra do Garças e Barra do Bugres .

 

Na Grande Cuiabá,  pelo menos dez pessoas foram presas suspeitas de participação nos ataques.  De acordo com a Sesp,  as prisões ocorreram durante a noite de sexta e madrugada de sábado (11).

 

Entre os presos está um detento da Penitenciária Central do Estado (PCE), identificado como Reginaldo Aparecido Moreira. Ele é apontado como o mentor da onda de ataques. O secretário de Segurança Pública, Rogers Jarbas, declarou que o detento é a liderança que determinou os ataques de dentro da penitenciária.

 

Três ônibus foram incendiados em três bairros. Também foram registrados ataques contra agentes penitenciários em Cuiabá e em Várzea Grande. Ninguém ficou ferido.

 

Ainda na Capital, no meio da madrugada, às 2h57, a unidade da Polícia Militar, no bairro Três Barras, foi atingida por tiros e coquetel molotov, que é um tipo de bomba artesanal. Não houve feridos, de acordo com informações da pasta. Após os disparos, a equipe de plantão conferiu por imagens externas de uma casa ao lado que seis homens, em três motos, participaram do atentado. O grupo realizou pelo menos 50 disparos, com as  armas calibre ponto 40 e pistolas 380. Desses disparos, somente três falharam.

 

Os plantonistas não se feriram. Na hora dos disparos, eles se esconderam atrás de móveis da sede da PM. Três tiros acertaram a porta de vidro e 10 alcançaram duas viaturas. Uma delas ficou com radiador, condensador e pneu traseiro danificados. A outra, com o para-choque e calota. Além deste ataque na capital, a Sesp ainda está apurando se o incêndio à antiga Delegacia da Mulher de Cuiabá, registrado na noite deste sábado,  porém as investigações apontam que não há relações com os ataques.

 

A secretaria diz que o número de prisões pode ser maior, já que o balanço não inclui as pessoas que foram presas em Primavera do Leste, a 239 km de Cuiabá. Cinco pessoas foram presas por incendiarem uma viatura da Policia Militar e uma Kombi.

 

Segundo a Sesp, entre os 10 envolvidos, sete foram flagrados com carregando combustível e outros participaram diretamente dos ataques aos veículos. Uma outra pessoa foi presa tentando invadir uma base da polícia no Bairro São Mateus, em Várzea Grande.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Em Barra do Garças duas viaturas do sistema socioeducativo, que cuida de adolescentes infratores, foram queimadas no pátio da unidade, também atingida por coquetel molotov. Não houve feridos.

Em Sinop, ainda eram 22h30 de sábado quando as casas de dois agentes penitenciários foram incendiadas. A Sesp informou que em uma das casas a garrafa de coquetel molotov chegou apenas até o portão e o fogo não se alastrou. A família do servidor estava em casa, mas não houve feridos.

 

Na outra a situação foi mais grave. A casa não chegou a pegar  fogo, mas sim a loja de ferro-velho que fica  ao lado da residência , empresa do agente que era tocado pelo agente,  que pegou fogo e teve perda total. A família do servidor, apesar do susto, também não se feriu.

 

Já às 5h30, em Barra do Bugres, uma casa também de outro agente prisional foi alvejada com três tiros. Um dos disparos chegou a atingir móveis da sala dele. Os familiares do servidor, que estavam dormindo, acordaram com os disparos, se esconderam  assustados, mas ninguém ficou ferido.

 

A Sesp diz que iniciou uma operação integrada logo após os primeiros ataques. Policiais percorreram as ruas e tiveram ajuda do helicóptero do Centro Integrado de Operações Aéreas (Ciopaer).

 

 

 

 

RD News
Bárbara Sá

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