14/09/2016 - Estados ameaçam decretar calamidade pública

O governador de Mato Grosso Pedro Taques e outros governadores da região Centro-Oeste, de Tocantins, Pará e do Nordeste avaliam a possibilidade de decretar estado de calamidade diante da grave crise econômica que atinge 14 estados.

Afirmação de Taques foi feita na reunião de governadores com o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, realizada em Brasília. ‘Os Estados do Nordeste têm avisado que vão decretar calamidade assim como o Rio de Janeiro, se não houver uma decisão (sobre ajuda financeira) em dez dias‘, afirmou o governador de Mato Grosso.

Taques afirmou que os governadores do Centro-Oeste também estão conversando com o governo neste sentido. ‘(O Estado de) Calamidade pode fazer com que o Brasil perca rating internacional‘, explicou ao comentar os efeitos nocivos para o país como um todo, caso os Estados, de fato, decretem estado de calamidade.

O encontro com Meirelles contou com a presença de vários governadores de várias regiões do País. Entre eles, os governadores do Amazonas, José Melo de Oliveira; do Amapá, Waldez Góes; e o governador do Rio, Luiz Fernando Pezão - que disse ter comparecido à reunião com Meirelles para ‘prestar solidariedade aos governadores‘.

O Rio recebeu do governo federal uma ajuda emergencial de R$ 2,9 bilhões. Os governadores do Norte, Nordeste e Centro-Oeste esperam que o governo, em função da crise, também ajude seus Estados a fechar as contas.

O governador do Piauí, Wellington Dias, é outro que defende a ajuda emergencial do governo. ‘Na última reunião com governadores do Nordeste, Norte e Centro-Oeste, foi apresentado o pleito de um auxílio emergencial no valor de R$ 7 bilhões para estes 20 Estados que ficaram com apenas 9% do esforço fiscal para alongamento da dívida com a União. Afetados pela seca, crescimento da violência, paralisação de obras, queda das receitas partilhada pela União, pelo menos 14 Estados já tomaram a decisão de fazer o Decreto de Calamidade na próxima semana, caso não tenham o auxílio emergencial neste mês‘, afirmou à reportagem.

De acordo com Dias, os governadores de outros Estados engrossaram o coro de que a situação de seca e violência, além da queda de receitas, não dá condições de atender a população. Segundo ele, os governadores vão editar o decreto caso não tenham o socorro adicional. (com informações do Estadão)

 

 

Redação do GD

Comentários

Nenhum comentário encontrado.

Novo comentário