14/10/2015 - Cursi se prepara para esclarecer concessões de benefícios ilegais à CPI

Está marcado para a próxima quinta-feira (15) o depoimento de Marcel de Cursi, "mentor" no esquema de corrupção, que lesou os cofres públicos em R$ 2,6 milhões com a concessão ilegal de benefícios fiscais. A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Assembleia Legislativa que investiga o mesmo objeto da operação Sodoma deverá questionar, além do fato gerador de sua prisão, os motivos que levaram a antiga gestão estadual a conceder benefícios a várias empresas de forma irregular.

 

Presidida pelo deputado José Carlos do Pátio (SD), a CPI da Renúncia e Sonegação Fiscal quer saber ao certo qual o valor desviado e ou deixado de arrecadar pelo estado com a autorização de concessão da extinta secretaria Estadual de Indústria, Comércio, Minas e Energia (Sicme) sem que as empresas apresentassem a documentação necessária para se enquadrarem no Programa de Desenvolvimento Industrial e Comercial de Mato Grosso (Prodeic).

 

Cursi está detido no Centro de Custódia de Cuiabá, após investigação da Justiça que constatou que ele teria participado do esquema fraudulento com a empresa Tractor Parts, cujo proprietário teria delatado às autoridades os fatos de extorsão. Na ocasião da deflagração da operação Sodoma, Cursi foi preso com o ex-secretário de Estado Pedro Nadaf. Além dos dois, o ex-governador do Estado, Silval Barbosa, também acabou peso acusado de liderar os atos ilícitos.

 

Já passaram por depoimentos na CPI, Nadaf, Silval e o delator do esquema, empresário João Batista Rosa. Embora Nadaf tenha prestado informações que podem ter contribuído para as investigações da Comissão, Rosa e Silval preferiram fazer valer seus direitos de permanecerem em silêncio.

 

 

 

 

Francisco Borges | Da Redação

 

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