14/10/2015 - Só puteiro e cabaré não deitou e rolou na gestão de Silval Barbosa

Líder do Governo na Assembleia Legislativa, deputado estadual Wilson Santos (PSDB), revelou como funcionava o esquema de liberação de incentivos fiscais no Estado nas gestões dos ex-governadores Blairo Maggi (PR) e Silval Barbosa (PMDB). Conforme o tucano, o processo que aprovação de incentivos tem um prazo estipulado de 6 meses, mas teve empresa que conseguiu benefícios fiscais em menos de 24 horas.


O parlamentar que concedeu entrevista ao programa SBT Comunidade na semana passada, acha que operações ainda levarão cerca de 30 pessoas envolvidas n esquema que culminou na prisão de Silval Barbosa. “ Não vai ficar pedra sobre pedra, o governador Pedro Taques irá cumprir promessa de campanha, ele irá moralizar as instituições públicas”, disse Wilson.


O deputado contou ainda que algumas empresas conseguiram ganhar cerca de R$ 400 milhões de benefícios. “ Não podemos citar nomes, esta CPI investiga a política de incentivos nas gestões passada, foi uma farra. Tirando cabaré, zona de baixo meretrício e puteiro, o resto todos deitaram e rolaram, fizeram o que quiseram. Houve empresas que receberam incentivos milionários em um dia. Entrava com o pedido de manhã e a tarde deixava de pagar R$ 50 milhões. Isso dá nojo”, disparou.


Foram R$ 1.600 bilhões de incentivos fiscais concedidos, tanto em regime especial e para cooperativas.


Ele ainda falou das dificuldades de abrir uma CPI para tratar sobre a sonegação fiscal no Estado. “ Blairo e Silval nunca permitiram uma CPI na AL, e agora com Taques, temos todos os documentos necessários”, avaliou.


Hoje no programa Jornal da Record, da TV Gazeta, o deputado disse que Silval estaria pagando a conta sozinho e deu sinais de que Blairo também teria culpa no “cartório”.

 

 

 

Da Redação