14/12/2011 - Pai desesperado em Alta Floresta pede para policia prender seu filho

 

A preocupação de uma família com relação ao trafico de entorpecentes, fez com que o pai, desesperado, acionasse a polícia para prender seu filho dependente químico em Alta Floresta. O fato se deu após o jovem V. A. dos S. R. de 20 anos, ficar sumido por mais de três dias.
 
O pai do jovem relata que o entorpecente está destruindo a sua família, tendo em vista que um dos filhos está internado em uma clinica, realizando o processo de desintoxicação e reabilitação. A filha do casal deixou a casa, dizendo não suportar as recaídas do irmão, fato que entristeceu muito os pais.
 
“Minha filha foi embora, a única filha que tinha foi embora por causa dele, por causa da droga, não suportou mais, não agüentou e teve que sair de casa”, relatou o pai. Na casa, as lagrimas tomaram conta, a família já não tem motivos para sorrir. “Vendeu meu carro, bicicleta, capacete, pegou dinheiro dos outros emprestado e tive que pagar, to endividado, não tenho condições mais nem pra trabalhar”, relatou o pai.
 
O jovem relata que há cerca de três anos experimentou a maconha, e desde então sua vida perdeu o sentido, “De repente comecei a fumar a maconha e quando vi, estava bem dizer perdido, de uns dias pra cá já não tenho mais controle de nada”, relatou o rapaz dizendo que até seus documentos pessoais viraram objeto de penhora. “Troquei em droga”.
 
Para a mãe, só resta mesmo a fé, “Amanheci dias ai de joelho orando, pedindo a Deus pra que ele parecesse, vivo, morto, de qualquer jeito, eu só queria que ele aparecesse”, falou a mãe, chorando ao lembrar-se de noites angustiantes em que o filho saiu e não retornou.
 
Afirmando que o filho, antes de conhecer as drogas, era um rapaz trabalhador, que auxiliava o pai no oficio de pedreiro, a mãe faz um apelo às autoridades, para que consigam a internação do filho em uma clinica de reabilitação, “Eu só queria que as autoridades vissem isso, os traficantes estão destruindo as famílias, eles podiam pensar nos filhos deles, nas mães deles, porque é muito dolorido, muito, muito mesmo”.
 
Fonte: Nativa News/Eliza Gund

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