15/01/2016 - Pedro Taques rejeita pressão de aliados para troca no secretariado

15/01/2016 - Pedro Taques rejeita pressão de aliados para troca no secretariado

O governador Pedro Taques (PSDB) rejeitou qualquer eventual pressão que possa haver por parte de aliados para que ele promova mudanças em seu secretariado. Ao assumir o cargo, ele afirmou que montaria um secretariado inteiramente técnico e, deu uma pequena abertura para os partidos aliados no segundo e terceiro escalão.
 
Após um ano de administração, alguns aliados já começaram a reivindicar mais espaço no governo. Além disso, o prazo para desincompatibilização dos cargos para quem deseja disputar as eleições deste ano, que se encerra em 2 de abril, deve provocar nova rodada de substituições no staff, o que abre oportunidade para que integrantes da base aliada tentem emplacar indicados.

“Eu respeito a classe política, sou político, temos um grupo político que nos deu crédito para governar
Mato Grosso. Mas quem nos deu crédito primeiro foram os cidadãos de Mato Grosso, com 853 mil votos. No momento que o cidadão digitou meu número e do Fávaro na urna, me passou uma procuração para administrar daquela maneira que eu falei. E vou fazer isso”, declarou, em entrevista àRádio Centro América, esta semana, ao ser questionado sobre eventuais pressões para trocar membros do staff.

O governador afirmou também que não recebeu reclamações de deputados a respeito da falta de atenção e atendimento por parte dos secretários. No entanto, alguns deles já externaram essas críticas inclusive na tribuna da 
Assembleia Legislativa. “E eu não tenho recebido essa reclamação dos deputados que estão conosco. É lógico que nem sempre você atende a todos, porque não tem condições”, observou.

Nesse primeiro ano de governo, 
Taques já teve que substituir três integrantes do primeiro escalão. O primeiro foi o coronel Antônio Ribeiro Leite, que deixou a Casa Militar em agosto e foi substituído pelo também coronel Airton Benedito Siqueira Junior. O segundo foi o secretário de Saúde, Marco Bertulio, que deu lugar ao também médico Eduardo Bermudez. Em dezembro, o promotor Mauro Zaque pediu exoneração da Secretaria de Segurança Pública e foi substituído pelo também promotor Fabio Galindo.

Apesar de afirmar que não trocará ninguém por pressões externas, 
Pedro Taques admitiu que pode fazer mudanças, afinal, segundo ele, nenhum ocupante de cargo no governo é “imexível”, a não ser o governador e o vice, que foram eleitos. “Não tenho esse compromisso [de manter os secretários no cargo]. Nenhum secretário é imexível. Ninguém nasceu secretário”, disse. 

 

 

 

Da Redação - Laíse Lucatelli

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