15/09/2015 - Câmara ingressa com recurso para afastar prefeito; CPI vai ouvi-lo na 5ª

A Câmara de Santo Antônio de Leverger ingressou com agravo na Justiça para derrubar a liminar que reconduziu o prefeito, Valdir Ribeiro (PT), ao cargo. “O Legislativo entrou com recurso na primeira e segunda instâncias”, explica o vereador Wagner Belmiro (PSD) ao Rdnews.

 

Em agosto, o juiz da comarca de Santo Antônio Emerson Luis Pereira Cajango deferiu mandado de segurança, interposto por Valdir. Isso porque a Câmara havia afastado, por 9 votos a 1, o petista em razão da falta de resposta aos requerimentos solicitados pelo Parlamento municipal. O período era de 90 dias até o fechamento de duas CPIs que investigam o prefeito.

 

A primeira é a respeito de balancetes divergentes da conta da prefeitura, com extratos bancários do Banco do Brasil e da Caixa Econômica Federal. Wagner, que preside a Comissão, afirma que dentro de 30 a 35 dias deve fechar o relatório final. “Uma empresa será contratada para fazer o encontro de contas”, ressalta.

 

A segunda, que é presidida pelo vereador Ugo Padilha (DEM), investiga a falta transparência da gestão do petista. Conforme o democrata, Valdir não respondeu 32 requerimentos solicitados pela Câmara. Por isso, nesta quinta (17), o prefeito será ouvido na CPI. “Acredito que na primeira semana de outubro sairá o relatório final”.

 

O “pé de guerra” entre o Legislativo e o Executivo não é de hoje. Ano passado, Valdir fez uma viagem ao Chile com a família sem comunicar o Legislativo. Wagner, então presidente da Câmara, explicou que o Decreto-Lei 201/67, vigente no município, prevê que o prefeito é obrigado a pedir autorização para fazer viagens fora do país, independente do tempo de duração. Nos casos em que isso não ocorre, segundo o parlamentar, fica configurado crime de responsabilidade político-administrativa.

 

Operação

Em 1º de setembro, a Delegacia Fazendária realizou seis mandados de busca e apreensão, em Cuiabá e Várzea Grande. Foram alvos duas casas do prefeito Valdir, uma em Cuiabá, onde reside, e outra em uma chácara, além de um posto de gasolina, um escritório de contabilidade e a residência do secretário de Governo, Toni Bicudo.

 

 A ação fez parte da Operações Karcharias que visa a conclusão de inquéritos ligados a crimes na gestão pública e corrupção. Segundo a assessoria da Polícia Civil, a ação é executada por seis delegados, três peritos criminais, 19 investigadores e além de fiscais.

 

 

 

Tarso Nunes

 

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