15/09/2016 - Esgoto de presídio escorre em via pública

15/09/2016 - Esgoto de presídio escorre em via pública

O drama do esgoto que corre há anos pela avenida Gonçalo Antunes de Barros, no bairro Novo Mato Grosso e se transformou em uma fossa a céu aberto pode estar com os dias contados.

Água e dejetos orgânicos são oriundos, em sua maioria, do Centro de Ressocialização de Cuiabá (CRC), a segunda maior unidade prisional da Capital que abriga cerca de 800 reeducandos.

O esgoto ocupa a lateral da pista, onde deveria haver um passeio com calçadas para pedestres. Em decorrência das chuvas o esgoto transborda e quem passa a pé, de bicicleta ou de motocicleta, acaba sendo atingido, inclusive pela água jogada pelos demais veículos em circulação.

Sem falar do risco de uma pessoa cair e se afogar no local, ja que durante a noite a iluminação é reduzida e o matagal que cresce no entorno da canaleta, dificulta a visualização da água fétida e suja.

Segundo assessoria da Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec), prédio que funciona ao lado, o esgoto afeta sobremaneira a rotina dos servidores. Citam inclusive risco de contaminação de materiais do órgão, além da questão de insalubridade para quem convive com a situação que se arrasta há anos.

A assessoria disse que vários ofícios foram encaminhados pelo órgão para a Eça, empresa que atua no tratamento do esgoto, mas até agora nada ficou resolvido.

Segundo o diretor do CRC, Inlé de Freitas Teles, há mais de dois anos tem buscado a solução para o problema que deve ser resolvido nos próximos 30 dias. Destaca que há 20 dias, funcionários da Eça, juntamente com reeducados, estão refazendo toda a rede interna de captação de esgoto do presídio.

Somente depois de finalizados o trabalho, o material deverá ser canalizado até a estação de tratamento que atende ao residencial Santa Inês. A expectativa é que tudo esteja concluído antes do período em que se intensificam as chuvas na Capital.

O diretor lembra que o problema é estrutural, já que o prédio do CRC foi construído há 38 anos, sem capacidade de captação do esgotamento sanitário que hoje se produz ali. 

 

 

Silvana Ribas, Redação do GD

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