15/12/2015 - Wilson Santos não aceita Taborelli como presidente e reunião deve definir futuro da CPI do MP

O impasse quanto à escolha do presidente da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Ministério Público (MP) está atrasando o início dos trabalhos da CPI. O deputado estadual Pery Taborelli (PV) se colocou à disposição para ser o presidente, porém, encontra resistência no líder do governo, Wilson Santos (PSDB), que também é membro da CPI. O tucano não aceita o coronel como presidente, porque ele já teria condenação de segundo grau.

Desde a criação da CPI, a divergência quanto à indicação dos membros é latente e tem provocado discussões intermináveis, tanto em plenário quanto nos bastidores. Desta forma, uma reunião do bloco da maioria, formado por 14 deputados, na próxima terça-feira (15), deve decidir o presidente da CPI, e também pode mudar a composição do grupo. Por conta da celeuma, o deputado Oscar Bezerra (PSB), um dos principais articuladores da formação da CPI, ameaça deixar a comissão.

“A unidade dos cinco membros é fundamental para fazer um trabalho decente, e se não houver essa unidade, eu vou sair”, afirmou. Se a ameaça se concretizar, o mais cotado para substituí-lo é o líder da maioria, Dilmar Dal’Bosco (DEM).

Compõem a CPI Wilson Santos (PSDB), Oscar Bezerra (PSB) e Pery Taborelli (PV) pelo bloco da maioria. Pela minoria, estão Zé do Pátio (SD) Leonardo Albuquerque (PDT). Este último pleiteou a relatoria e tem apoio de todos os membros para assumir a função. Já a presidência ficou com o bloco da maioria, e é o ponto de discórdia.

Oscar defende que Taborelli assuma a presidência, e se disse contra os dois principais cargos da CPI ficarem nas mãos dos líderes governistas. “Se Wilson e Leonardo ficarem como presidente e relator, líder e vice-líder do governo, dá uma conotação de que o governo está conduzindo a CPI. E isso não pode. Então como eu e Zé do Pátio já somos presidentes de CPIs importantes na Casa, resta o Taborelli”, explicou Oscar.

Para por fim à briga, Leonardo chegou a se colocar à disposição para deixar a relatoria para que Wilson Santos pudesse ser o relator da CPI, e Taborelli assumisse a presidência. Porém, o tucano não aceitou a proposta, e insiste que Taborelli não pode assumir a função. Além disso, se essa solução fosse adotada, os dois cargos ficariam nas mãos de deputados da maioria, deixando os dois deputados da minoria relegados a serem apenas membros da CPI.

“Tenho o desejo de ser o relator, mas se for para atingir o consenso, abro mão da função. Não tenho problemas em ser membro. Não tenho vaidades. Espero que a CPI realmente apure, faça seu trabalho”, afirmou Leonardo, ao confirmar que estaria disposto a deixar a relatoria.

Com a proximidade do recesso parlamentar, agendado para 18 de dezembro, a CPI só deve ter início efetivamente em 2016 – isso se a definição das funções não atrapalhar e atrasar ainda mais o cronograma. 

 

 

 

Da Redação - Laíse Lucatelli

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