16/01/2015 - Base tem "lista" de indicações para comadar Sudeco, Incra e Funasa

Os partidos da base da presidente Dilma Rousseff (PT) em Mato Grosso articulam a indicação dos dirigentes dos órgãos vinculados ao governo federal. O senador diplomado Wellington Fagundes (PR) e os deputados federais reeleitos Ságuas Moraes (PT), Valtenir Pereira (Pros) e Carlos Bezerra (PMDB) já agendaram audiência com o ministro da secretaria de Relações Institucionais da Presidência da República Pepe Vargas (PT-RS) para reforçar a indicação dos nomes para comandar a Sudeco, Incra e Funasa. O encontro será realizado amanhã (16), no Palácio do Planalto, em Brasília.

 

Segundo Ságuas, as indicações já haviam sido apresentadas ao ex-ministro Ricardo Berzoini (PT-SP). Entretanto, o petista foi remanejado para o ministério das Comunicações, por isso, “o processo voltou à estaca zero. Estamos retomando a discussão em conjunto com a base aliada”, explica. 

 

Na Superintendência de Desenvolvimento do Centro-Oeste (Sudeco), órgão vinculado ao Ministério da Integração Nacional, a tendência é que Cléber Ávila (Pros), que foi indicado por Valtenir com aval da bancada regional, seja mantido no cargo. Caso os arranjos partidários que estão em andamento em Brasília inviabilizem a permanência, a alternativa cogitada é a de que o médico Lúdio Cabral (PT), que foi derrotado em primeiro turno na disputa pelo governo do Estado, assuma o posto.

 

 O petista Salvador Soltério de Almeida deve ser mantido na superintendência no Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) em Mato Grosso. A decisão de mantê-lo no cargo foi tomada porque o ex-prefeito de Nova Bandeirantes Valdir Barranco (PT), cogitado para reassumir o posto, acredita na possibilidade de conseguir o deferimento da candidatura a deputado estadual no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e garantir vaga na Assembleia.

 

Na superintendência da Fundação Nacional da Saúde (Funasa) em Mato Grosso, a base aliada vai pleitear a permanência de Francisco Holanildo Silva Lima, que é afilhado político de Bezerra. Embora o Ministério da Saúde seja dirigido pelo PT, os dirigentes da sigla aceitaram que o cargo permanece sob comando dos peemedebistas em nome do fortalecimento da aliança em âmbito nacional e no Estado.

 

Ságuas também lembra que outros cargos como superintendência dos Correios, Banco do Brasil, CEF e Superintendência Regional do Trabalho e Emprego serão preenchidos por servidores de carreira. “Os partidos não estão pleiteando esses cargos porque a nomeação de funcionários de carreira é determinação da presidenta Dilma”, revelou. De acordo com Ságuas, o processo de nomeação para cargos no governo federal é burocrático e deve ser concluído no prazo de três meses. “Queremos que o processo seja tranquilo. Todos os aliados participam da discussão e o objetivo maior é fortalecer a unidade”, concluiu.

 

 

Jacques Gosch

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