16/01/2016 - Pedro Taques nega que sofra pressão para trocar parte do staff por indicação política

16/01/2016 - Pedro Taques nega que sofra pressão para trocar parte do staff por indicação política

O governador Pedro Taques (PSDB) negou que irá abrir espaço para indicações políticas em seu secretariado, a partir deste ano, por conta de possíveis pressões de aliados.

 

Desde que assumiu o comando do Palácio Paiaguás, o tucano optou por fazer suas próprias escolhas na definição do primeiro escalão.

 

No entanto, por ser ano eleitoral e visando às eleições de 2018, informações de bastidores davam conta de que ele abriria espaço para indicações.

 

Em entrevista à Rádio Centro América FM, o governador disse que a prerrogativa de escolha é dele, desde o momento em que foi eleito, em 2014.

 

“Não tenho esse compromisso [de trocar secretário]. Mas, nenhum secretário é imexível. Ninguém nasceu secretário, eu não nasci governador do Estado. Agora, tenho um projeto de Estado e esse projeto foi aprovado pelo cidadão eleitor”, disse.

 

Segundo Taques, não há pressão ou reclamação de seu grupo político para que haja indicações no staff.

 

Ninguém nasceu secretário, eu não nasci governador do Estado. Agora, tenho um projeto de Estado e esse projeto foi aprovado pelo cidadão eleitor

 

“Sou político e tenho orgulho de ser político. Somos um grupo político e elegemos 10 deputados estaduais e cinco federais. É um grupo que nos deu crédito para governar Mato Grosso. Agora, quem nos deu crédito primeiro foi o cidadão, com mais de 833 mil votos. São 58% dos votos válidos deste Estado que desejam mudanças”, afirmou.

 

“Eu não tenho recebido essa reclamação dos deputados que estão conosco. Lógico, nem sempre você atende a todos, porque não tem condições de atender a todos. Mas respeito à classe política, sou político”, disse.

 

Taques avaliou que já errou, ao longo do primeiro ano de gestão, mas observou que vem fazendo um bom mandato com as escolhas que fez.

 

“Não posso descumprir o que assinei com o cidadão eleitor. No momento em que o cidadão digitou meu número e do Carlos Fávaro [vice-governador] na urna, me passou uma procuração para administrar da maneira como prometi nos programas eleitorais. Vou fazer isso”, afirmou.

 

“Tenho recebido críticas construtivas. Não fizemos tudo, já erramos, porque todos são passivos de erros. Tem que ter humildade para reconhecer que o cidadão precisa de mais. Agora, Mato Grosso não foi estragado em um ano. Dos 27 estados da Federação, ex-governador e ex-presidente da Assembleia presos, é só aqui. Portanto, algo de estranho ocorria por aqui”, disse.

 

Eleição 2016

Pedro Taques afirmou, ainda, que irá dedicar seu tempo livre no Palácio Paiaguás, durante a semana, depois das 18 horas e aos finais de semana, para participar da campanha eleitoral e pedir votos para seus aliados, nas disputas municipais.

Apesar disso, disse não acreditar que as eleições deste ano possam influenciar no pleito de 2018.

 

“A eleição de 2016 é importante, mas é importante para 2018? Veja que quando o Antero [de Barros, ex-senador] perdeu para o Blairo Maggi [então PPS], nas eleições de 2002 para o Governo, tinha o apoio de 138 prefeitos e o Maggi, de apenas três. Mas, o Antero foi um grande senador antes. Então, não sei se essas eleições são casadas”, afirmou.

 

“Agora, temos que entender que as eleições mudaram. Antes, eram 90 dias, agora são 45 dias de campanha. A Operação Lava-Jato mudou a cultura eleitoral no Brasil. Participarei do processo eleitoral, conforme determina a legislação. Preciso administrar o Estado, mas participarei porque gosto de eleição. Se tiver uma eleição daqui uma hora, vou disputar porque gosto de eleição”, completou.

 

 

 

Fonte: Douglas Trielli com Midia News

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