16/04/2012 - Guerrilha do Araguaia não foi um episódio qualquer da história

O presidente da Comissão da Anistia do Ministério da Justiça, Paulo Abrão, afirmou no sábado (14) que a Guerrilha do Araguaia, que completou 40 anos no último dia 12, não foi um episódio qualquer da história do Brasil, mas sim um momento no qual houve um massacre direcionado a um conjunto de brasileiros resistentes em uma das maiores mobilizações militares.

 

 

 
A data foi lembrada durante o Sábado Resistente, ciclo de eventos realizado uma vez por mês no Memorial da Resistência de São Paulo. O evento é organizado pelo Memorial e pelo Núcleo de Preservação da Memória Política, para lembrar o período da ditadura militar no Brasil.
 
Hoje o encontro debateu o legado do movimento guerrilheiro, além da responsabilidade pelos crimes cometidos pelo Estado na região. “Reunir quase 3 mil soldados para dizimar a vida de 79 militantes é uma brutalidade que precisa ser cada vez mais denunciada e transformada em uma questão de debate público nacional para que as pessoas tenham consciência de que a violência da ditadura tem reflexos até os dias de hoje”, disse Abrão.
 
Segundo ele, é necessário um trabalho cotidiano para superar a cultura da violência.”Esse é o legado que a juventude do Araguaia deixa para nós”, acrescentou.
 
Atualmente, destacou Abrão, o país vive em uma democracia, porém ainda existem ambientes autoritários e de opressão nesse regime. “Saber  se dar conta disso é perceber que a democracia não é um fim em si mesma, é um processo, e nossa tarefa hoje não é mais a de simplesmente reconquistar o direito de votar e viver com liberdade, e sim o de democratizar nossas relações sociais e aquilo que nos iguala enquanto cidadãos.”
 
Para o diretor do Núcleo de Preservação da Memória Política, Maurice Politi, é preciso regatar, a todo momento, os movimentos de resistência à ditadura militar, porque durante muitos anos passou-se uma borracha em cima do que aconteceu no país e, por isso, a juventude não conhece esse período da história. “Partimos do princípio de que, só conhecendo o passado, podemos entender o presente e construir um futuro melhor para que períodos como aquele não se repitam mais”, disse ele.
 
Um dos homenageados do dia, José Moraes, conhecido como Zé da Onça, era um camponês que vivia no Araguaia e apoiou os guerrilheiros que lá se instalaram, ajudando-os com alimentação, abrigo e transporte de mantimentos “Eu me sinto muito emocionado, forte, porque eles eram pessoas humildes, que ajudavam os outros. Eles viam uma pessoa pela primeira vez e parecia que já a conheciam há 200 anos. Eu amava aquele povo. O que lembro dos guerrilheiros, eu vi e conto o que vi ao vivo. Eu convivi com eles.”
 
O movimento guerrilheiro no Araguaia começou no fim dos anos 60 para lutar contra a ditadura militar. Organizado por pessoas ligadas ao PCdoB, o grupo acabou constituindo o primeiro movimento que enfrentou o Exército durante o regime militar. No conflito, morreram mais de 60 pessoas e muitos corpos continuam desaparecidos.
 
Agência Brasil

Comentários

Data: 17/04/2012

De: EU

Assunto: luta

Nesa luta foram muitas pesas que sonhavam ver esse mundo pelomenos como estar hoje. Lenbro do CAP CARLOS LAMARCA que sonhava com o Brasil pelomenos como estar hoje. Ele não tinha necesidade de lutar poriço pois estava do lado do poder mais queis lutar pela liberdade dos outro como TIRADETE Lamarca tanbem e um heroi. um heroi que não venceu a ditadura.Mas morreu como cidadão de valor para os menos favorecidos e como bandido para ditadura. Mas onde que que esteja e um vencedor pois a ditadura caiu.

Data: 17/04/2012

De: rose

Assunto: gerrilha do araguaia

Todo pais tem o seu lado negro da Historia. Estuda-se tanto sobre os abusos nazistas e, na atualidade de outros paises mas se esquecem de divulgar que aqui no Brasil hoje orgulhosamente chamado de democratico pessoas morreram e sequer tiveram chance de terem seus corpos enterrados por acreditarem na LIBERDADE. Viveram como fugitivos, foram caçados e mortos por acreditarem nos direitos individuais. E tudo isto em um pais que se orgulha de ter lutado contra ditaduras no mundo todo. A memoria precisa ser recontada, relembrada, amplamente divulgada para que todos vejam a hipocrisia reinante neste pais. Um abraço as familias desses herois anonimos, que deram suas vidas pra que hoje possamos ter pelo menos o direito de expressão. Estas familias mereciam muito mais que um abraço, por isso minha reverencia a todos.

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