16/04/2013 - Homem que arranca dedos em surto psicótico aguarda vaga no Adauto Botelho

O morador Jefiter Silva, 27 anos, internado após um surto psicótico onde arrancou um dos dedos da mão com os dentes e o cuspiu no chão alega comete esses devaneios porque está deprimido. Ele foi recolhido ao Pronto Socorro de Barra do Garças, semana passada, porque estava se cortando e até mesmo se mutilando. 

Ele é mantido amarrado num leito hospitalar com aplicação de sedativos. Quando deu entrada na unidade hospitalar, Jefiter assustou a todos ao arrancar um dos dedos com os dentes. Ele não só arrancou, mas como cuspiu na seqüência. Médicos e enfermeiros ficaram assustados com reação do paciente que ainda falava a todo instante que era emissário de Deus e fazia pregações eloqüentes dentro do hospital. 

Na manhã de segunda-feira (15), Jefiter não parecia um desequilibrado e até conversou com a reportagem do Olhar Direito onde falou de família e de saudade de casa. Ele diz que não sabe explicar o que acontece com ele durante as crises e não recorda o que faz. 

Bastante emocionado, ele conta que tem saudade de casa e dos familiares. Fala que teve uma desavença com um irmão e depois saiu para morar nas ruas onde seu quadro de depressão aumentou. E foi nas ruas que ele adquiriu esse desnível de se mutilar cortando o próprio corpo. Ele já não tem a mão direita que está cortada, porém não se recorda onde perdeu a mão. E da mão esquerda, perdeu um dedo e tem um dedão dos pés decepado. 

A médica Hosana Jatobá disse que Jefiter sofre de surto psicótico onde precisa ser acompanhado por psiquiatras e uso contínuo de medicamentos. Segundo a profissional, a depressão pode levar a loucura. A direção do hospital informou que aguarda uma 
vaga junto ao hospital Adauto Botelho que alega que está com superlotação e não tem vaga e por isso o hospital de Barra acionou o Ministério Público para conseguir na Justiça uma vaga para Jefiter. 

Sobre a família, o hospital descobriu que Jefiter é de Imperatriz, no Maranhão, todavia não se lembra dos nomes de parentes e por isso está difícil localizar alguém da família. “Estamos ligando para delegacias e rádios de Imperatriz para vê se localizamos alguém da família dele, se não for possível, vamos encaminhá-lo para o Adauto Botelho”, finalizou Jaílton.

 

De Barra do Garças - Ronaldo Couto

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