16/04/2015 - Safra do milho em Mato Grosso é classificada como muito boa

O Circuito Tecnológico – Etapa Milho identificou diferentes estádios fenológicos de milho nas quatro regiões de Mato Grosso visitadas pelas equipes da Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja) e Embrapa. A diferença no desenvolvimento das lavouras se efetivou devido a diversas datas de plantio, provocadas pelas alterações climáticas regionais observadas no ano passado, que atrasaram a colheita de soja e, consequentemente, o plantio do milho.

As condições da safra para o cultivar plantado na janela ideal, ou seja, até o final de fevereiro, é considerada pela equipe técnica que integrou o Circuito Tecnológico – Etapa Milho como muito boa. As lavouras que foram semeadas após esse período, até o mês de março, dependem da prolongação do período de chuvas para seu bom desenvolvimento.

“Nós conseguimos observar condições muito boas nos milhos plantados na janela ideal. Se continuar chovendo até o final de abril ou início do mês de maio, ajuda o que foi plantado até março. As condições climáticas estão ajudando, a qualidade do milho parece muito boa. Se continuar assim teremos uma grande safra”, diz Cid Sanches, gerente de Planejamento da Aprosoja.

Contudo, se a produtividade foi um dos pontos de destaque observados pelas equipes durante as visitas as propriedades durante o Circuito Tecnológico – Etapa Milho, a alta presença de pragas nas lavouras, principalmente nas plantas com milho de tecnologia Bt, foi pontuada como um dos principais pontos negativos da atual safra.

“Temos muitos ataques de pragas em híbridos com a tecnologia de milho Bt. Os pesquisadores estão analisando quais principais híbridos que estão com perda de eficiência, para ver o que pode ser feito. Da forma que está, os produtores tem que fazer maior número de aplicações de defensivos para barrar as pragas e isso eleva o custo da produção”, completou Cid Sanches.

O Circuito Tecnológico –Etapa Milho foi realizado entre os dias 6 e 10 de abril, por quatro equipes compostas por técnicos da Aprosoja e pesquisadores da Embrapa, que percorreram todo o Estado, nas regiões Norte, Sul, Leste e Oeste. 

 

 

Aprosoja

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