16/05/2013 - Contrário ao casamento gay, vereador afirma que adoção pode gerar "pertubação" nas crianças

O vereador Oséas Machado (PSC), correligionário do deputado Marcos Feliciano, presidente da Comissão de Direitos Humanos da Câmara dos Deputados, usou a tribuna da Câmara Municipal de Cuiabá para criticar o casamento gay e a resolução aprovada durante a 169ª Sessão Plenária do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) que garantiu a celebração de casamentos civis para pessoas do mesmo sexo. Em entrevista ao Olhar Direto, Machado compeltou dizendo que a adoção entre casais homoafetivos pode gerar ‘perturbação’ para as crianças e ainda interferir na escolha sexual da mesma. 

“A adoção pode gerar uma perturbação na criança, existe uma dificuldade de tentar explicar a situação para a criança e isso poderá interferir também na escolha sexual da criança”, afirmou Oséas. 

“No sentido do casamento gay, nós que temos formação religiosa, somos contra a prática, mas isso não quer dizer que vamos discriminar alguém por isso”, declarou o Oséas em entrevista ao Olhar Direto. 

Ainda de acordo com o vereador, o casal gay busca na adoção uma forma de construir uma família, porém, assevera, isso não é possível, pois a prática não pode dar continuidade à família, ou seja, gerar filhos. “Um casal gay não pode ter filhos e a adoção é uma forma de justificar a prática, mas eles não podem dar sequencia a família”.

Na tribuna

Esta não é primeira vez que o parlamentar utiliza a tribuna da Câmara de Vereadores para ‘expressar’ seu posicionamento com relação aos homossexuais. Em outra ocasião Oséas Machado defendeu seu correligionário do deputado Marcos Feliciano ao afirmar que ele era uma “pessoa séria e comprometida com os direitos humanos”. 

Feliciano é alvo de críticas desde que assumiu a presidência da Comissão de Direitos Humanos da Câmara dos Deputados. Em meio a uma gestão tumultuada, o parlamentar apresentou no início desde mês um projeto de decreto legislativo que derruba uma determinação do Conselho Federal de Psicologia (CFP) que se declara contra tratamentos pela cura da homossexualidade. Nessa quarta-fera (15) estava prevista a votação do projeto, porém ele foi novamente adiado.

 

Da Redação - Priscilla Silva

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