16/05/2014 - Educação em MT continua caótica e escolas são riscos para alunos e professores

O orçamento da Educação é poderoso: chega a casa dos R$ 1,54 bilhão,dos R$ 13,34 bilhões previstos para serem arrecadados este ano. Mas, não há duvidas de que o dinheiro é mal empregado. Muito mal empregado. E entra ano e sai ano, a situação parece resistir e não muda em quase nada. Prova disso está no novo dossiê elaborado pelo Sindicato dos Trabalhadores do Ensino Público de Mato Grosso (Sintep/MT): um ano após, o quadro é relativamente igual, quase nada mudou.

 

Rede elétrica precária e condições sanitárias indevidas são gritantes na grande maioria das unidades escolares de Mato Grosso. E há muito mais. Porém, somente essas duas situações já seriam suficientes para condenar as instalações escolares, que se transformaram em grande risco para os estudantes e também para os profissionais do ensino. A qualquer momento, uma tragédia pode acontecer.

 

Diante do quadro critico e caótico, o sindicato cobrou do Ministério Público do Estado (MPE) atitudes concretas e efetivas para dar uma solução a tantos problemas registrados nas unidades escolares de Mato Grosso. O novo dossiê – uma repetição de quase tudo que já se conhece – foi entregue ao promotor Alexandre Guedes.

 

De acordo com o documento de um ano atrás e reafirmado nesta quinta-feira, 15, pelo Sintep, faltam espaços nos prédios escolares para atendimento de alunos em salas de apoio pedagógico, salas de superação e sala de atendimento educacional especializado (educação especial), bem como espaços adequados nas escolas para práticas de esportes, artes, cultura, dança, teatro, cinema.

 

Foram relatados ainda problema de climatização por falta de infraestrutura adequada e falta de laboratórios de ciências, informática, bibliotecas e sala de leitura nas unidades estaduais de ensino também foram relatadas.


Além disso, os trabalhadores afirmam serem comuns nas escolas a falta de infraestrutura da cozinha, refeitórios e telhado, bem como banheiros inadequados e quadra de esportes em péssimo estado de conservação ou a própria ausência destes espaços.

 

O transporte escolar também foi citado no documento, uma vez que os trabalhadores e alunos afirmam ter dificuldades em utilizá-lo. Isso porque os veículos seriam antigos e sem condições mínimas de segurança.

 

"Temos diversos problemas na estrutura física das escolas que ainda não foi resolvido e há poucos contratos firmados pela Seduc para resolver essa deficiência. Também cobramos o apoio do Ministério Público em relação ao trabalho não remunerado dos educadores aos sábados, pois além dessa jornada gratuita, essa exigência não está tendo aproveitamento, pois a minoria dos alunos tem comparecido à essas aulas aos sábados" - afirma o presidente do Sintep, Henrique Lopes do Nascimento.


No encontro no MPE, os professores pediram também soluções quanto a sobrecarga de trabalho sem remuneração por causa da exigência da Secretaria de Estado de Educação para que o ano letivo de 2014 termine até dezembro deste ano. Outra questão apresentada pelo Sindicato foi a exigência da Seduc que os profissionais da educação trabalhassem aos sábados para concluir o calendário escolar de 2014 até 22 de dezembro, o que tem gerado em muitas escolas o esvaziamento das salas de aulas, além da falta de remuneração dos educadores nas horas extras trabalhadas.

 

O promotor Guedes se comprometeu a abrir dois inquéritos junto ao Ministério público, o primeiro para apurar a questão da infraestrutura das escolas e o segundo sobre as horas extras trabalhadas pelos educadores.

 

 

Edilson Almeida

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