16/06/2011 - 08h:10 Professores da UFMT decidem entrar em greve, mas sem data marcada

 Professores da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) decidiram nesta quarta-feira, 15,  em uma lotada assembleia geral pelo indicativo de greve sem data determinada. Eles  resolveram marcar nova assembleia, na qual vão elaborar uma pauta interna de reivindicações que vá, se for o caso, subsidiar um movimento grevista. No dia 28 de junho, às 14 horas, um possível indicativo de greve com data determinada voltará à tona. A pauta interna irá abraçar não somente preocupações do Movimento Docente com capilaridade nacional, mas também questões específicas dos campi em Mato Grosso.

A categoria se manifestou contra o congelamento dos salários até 2019, contra contratações precarizadas de substitutos e temporários, o sucateamento da estrutura física da Universidade e cobra perdas salariais, que já passam dos 152% em 12 anos.

A Assembleia de hoje também deliberou que o delegado da Associação dos Docentes da UFMT (ADUFMAT S.Sind.) irá levar à reunião do setor das Instituições Federais de Ensino (IFES) nesse final de semana em Brasília a sugestão de indicativo de greve para todas as seções sindicais do país.

Uma delegação da Adufmat S.Sind irá participar do ato público articulado pelo funcionalismo federal, amanhã (16), também em Brasília. A marcha passará por toda a Esplanada dos Ministérios, para marcar a descontentamento do setor com a forma que consideram negligente de negociar do Governo Federal.

Tudo que for discutido nas próximas semanas pelos docentes da UFMT será levado também ao 56º Conselho do ANDES-SN (CONAD), de 14 A 17 de julho, em Maringá (PR). No CONAD, o Movimento Docente irá avaliar o Plano de Lutas aprovado para o período e apreciar as contas do Sindicato Nacional.

Na próxima terça-feira, dia 21, às 10 horas, haverá uma reunião no auditório da Adufmat S.Sind com professores substitutos e temporários, para que levantem as preocupações específicas dos contratados. Os professores da UFMT querem, portanto, costurar uma greve local, que dê conta dos problemas específicos, e inspirar uma greve nacional, que amplie o movimento.

Sobre as possibilidades de ocorrer de fato uma greve, o presidente da ADUFMAT S.Sind, Carlos Alberto Eilert, disse que a base é que decide, embora haja forte inclinação para isso. A última greve dos professores da UFMT, conforme ele lembra, ocorreu em 2005 e durou 152 dias.

 

Redação 24 Horas News

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