16/06/2015 - Com dívida de R$ 12 mi, empresa culpa Copa e pede recuperação em MT

O juiz Flávio Miraglia Fernandes, da Primeira Vara Cível, deferiu na última sexta-feira o pedido de recuperação judicial das empresas Tetrans Terraplanagem e Transportadora Ltda-EPP, Tetrans Mineração e Participações Ltda-EPP e Extrema Transportes Ltda-EPP. O grupo faz parte de um sistema de gestão de administração familiar e atua em conjunto no comércio a varejo de combustíveis e lubrificantes para automóveis, há oito anos no mercado.

 

No pedido de recuperação judicial, a empresa alega que fatura mensalmente R$ 4 milhões e que gera vários empregos e impostos para o Estado. “As dificuldades das empresas se acentuaram nos últimos meses em função da restrição generalizada do crédito no mercado financeiro como reflexo das incertezas quanto ao rumo das economias nacional e internacional, bem como os altos juros praticados pelos bancos. Além desses fatores, reclama da carga tributária que tem sido a vilã da decadência da requerente, seguida pela inadimplência e atrasos no recebimento de seus créditos”, diz.

 

De acordo com a decisão do juiz, a empresa terá 70 dias para apresentar o plano de recuperação judicial.  Caso não seja apresentado, o grupo terá sua falência decretada. 

 

O advogado da empresa, Marden Tortorelli, alegou ainda que a empresa investiu alto para prestar serviços aos consórcios que executaram as obras da Copa do Mundo, em Cuiabá e Várzea Grande. "A empresa acreditou nos governos Estadual e Federal e investiu para trabalhar nas obras da Copa, no VLT e no COT, mas infelizmente foi surpreendida com a não conclusão das obras. Por causa disto, teve que recorrer a recuperação judicial, que hoje é a melhor saída para os empresários sérios que pretendem continuar gerando empregos e renda para nosso Estado”, afirmou.

 

Ao todo, a empresa tem uma dívida estimada de R$ 12,5 milhões. O advogado Leonardo Moro Bassil Dower foi nomeado como administrador judicial com honorário mensal de R$ 8 mil.

 

 

 

 
Da Redação

 

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