16/06/2015 - Delegado diz que procuradora do Estado deixou carta à família

A procuradora do Estado Renata Maciel Cuiabano Chemale cometeu suicídio, na tarde desta segunda-feira (15), em Cuiabá, no bairro Goiabeiras. 

O incidente aconteceu no edifício Vilaggio Siciliano. A procuradora teria cortado a rede de proteção do apartamento e se jogado do 16º andar.

O Samu já esteve no local e constatou o óbito. 

O delegado Antônio Carlos Araújo afirmou que ela deixou uma carta à família.

Veja mais detalhes do caso:

Procurador evita falar (atualizado às 15h55) 

O procurador-geral do Estado, Patrick Ayala, esteve no local, há pouco. Ao sair do edifício, ele não quis falar com a imprensa. Só disse: "É um momento de muita dor".

Mulher se chamaria Renata (atualizado às 16hs)

Até o momento, nenhuma autoridade confirmou a identidade da vítima. Uma funcionária que trabalha no prédio disse que a mulher se chamaria Renata, mãe de duas filhas - uma deles teria nascido há meses.

Procuradores revelam nome (atualizado às 16h05)

Segundo colegas procuradores que estiveram no local, a vítima é a procuradora Renata Maciel Cuiabano.

Polícia militar confirma identidade (atualizado às 16h14)

A Polícia Militar confirmou a identidade da vítima. Trata-se Renata Maciel Cuiabano Chemale, de 37 anos. 

Segundo a PM, ela deixa duas filhas: uma de um ano de idade, e outra de três.

Familiares chegam ao local (atualizado às 16h25)

Familiares da procuradora do Estado acabam de chegar ao local. Segundo a PM, no momento do suicídio, a procuradora Renata estava com as duas filhas e com duas babás.

Procuradora trabalhou pela manhã (atualizado às 16h30)

A procuradora Renata Chemale trabalhou nesta segunda-feira (15), no período da manhã. O prédio da Procuradoria fica a poucos metros do edifício Villagio Siciliano.

Colegas disseram que ela não foi trabalhar no período da tarde, o que chamou a atenção.

Clima de consternação (atualizado às 16h36)

Familiares e amigos da procuradora começam a chegar ao local. A informação é que o marido dela também já está no prédio. O clima é de consternação.

Delegado está no prédio (atualizado às 16h50)

O delegado Antônio Carlos Araújo coordenará a apuração dos fatos relacionados ao suicídio da procuradora do Estado. Nesse momento ele permanece no edifício, onde deve colher as primeiras informações.

"Ela falava que a vida não tinha sentido e deixou uma carta", diz delegado (atualizada às 17h25) 

Ao deixar o prédio, o delegado Antônio Carlos Araújo concedeu uma rápida entrevista à imprensa. 

Segundo ele, a procuradora, há alguns meses, já vinha dizendo que sua vida não tinha sentido. 

"Ela deixou uma carta contando toda a sua história", disse Araújo, que preferiu não dar mais detalhes sobre o conteúdo da carta. 

Delegado afirma que procuradora apresentava sintomas de depressão (Atualizada às 17h41) 

Ainda à imprensa, o delegado Carlos Araújo afirmou que a procuradora apresentava sintomas de depressão. 

“Ela apresentava sinais de depressão e todas as características apontam para o suicídio”, afirmou. 

Araújo confirmou, também, que no momento do ocorrido, duas babás estavam na residência, além de uma das filhas da procuradora. 

De acordo com o delegado, Renata teria cortado, com uma tesoura, a tela de proteção da janela de um dos quartos. 

“Ela cortou a tela de proteção com uma tesoura. Esse material passará por perícia”, afirmou. 

Ainda segundo ele, o corpo de Renata foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML) para um trabalho de perícia mais aprofundado. 

 

 

Mayla Miranda 
Da Redação

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