16/08/2011 - 08h:00 Justiça do Espírito Santo manda soltar o empresário Uemura

 

Ele foi preso na semana passada, em Cuiabá, por agentes do Gaeco

O empresário Júlio Uemura, preso na última quinta-feira (11) pelo Grupo de Operações Especiais de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público Estadual, deve ser libertado ainda hoje, por meio de de habeas corpus (HC) impetrado pelo advogado dele, Ricardo Monteiro.

O habeas corpus foi concedido pelo juiz Valeriano Cesário Bolzan, de Venda Nova do Imigrante, no Espírito Santo.

Uemura, empresário do ramo de hortifrutigranjeiro em Cuiabá, é acusado da prática dos crimes de estelionato, receptação qualificada, formação de quadrilha, crime contra ordem econômica e lavagem de dinheiro.

A ordem de prisão foi decretada pelo juízo criminal da Comarca de Venda Nova do Imigrante, no Espírito Santo, que encaminhou uma solicitação de cumprimento ao juízo da 10ª Vara Criminal de Cuiabá. Esta foi a segunda vez que o empresário foi preso.

A ação do Ministério Público do Estado do Espirito Santo foi um desdobramento da Operação Gafanhoto, realizada em fevereiro de 2009 pelo Gaeco, na qual o empresário e outras 29 pessoas foram presas e denunciadas como pertencentes a uma sofisticada organização criminosa que atuava em vários Estados da Federação.

Conforme Monteiro, a alegação para  soltura do empresário é que não fazia sentido que ele permanecesse preso neste momento.

"A questão é que essa prisão é inapropriada, fora de tempo. O seu Júlio tem todos os requisitos para responder qualquer processo em liberdade", afirmou.

Outra justificativa, segundo o advogado, é que o objeto desta ação que levou à prisão de Uemura já havia sido apurado em Mato Grosso.

"Houve o que chamamos de litispendência, quando se reproduz ação anteriormente ajuizada. Portanto nosso próximo passo é contestar este processo e tentar anulá-lo".

 

ISA SOUSA
DA REDAÇÃO

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