16/08/2016 - Réu-confesso, Nadaf permanece preso

16/08/2016 - Réu-confesso, Nadaf permanece preso

Preso em Cuiabá desde o dia 15 de setembro de 2015 acusado de integrar um esquema de corrupção, o ex-secretário chefe da Casa Civil, Pedro Nadaf, é reinterrogado pela juíza Selma Rosane Santos Arruda nesta segunda-feira (15). Ele é um dos 6 réus numa ação penal que tramita há 10 meses na 7ª Vara Criminal de Cuiabá.

Todos já foram interrogados na ação de modo que o reinterrogatório de Nadaf supõe que ele tenha firmado um acordo de delação premiada. Entre os fatos que apontam para uma eventual colaboração está a transferência do ex-secretário do Centro de Custódia de Cuiabá (CCC), onde estão Silval e outros integrantes da suposta organização criminosa, para uma base do Serviço de Operações Especiais (SOE). Ele confirma que está preso no SOE há 4 meses.

Nadaf é acusado de participar de um esquema de cobrança de propina para a concessão de incentivos fiscais e manutenção de contratos firmados entre o Estado e empresários que afirmaram, em delações premiadas, que eram vítimas de extorsão praticada pelo grupo para que pagassem propina aos hoje réus na ação penal. Os demais réus são o ex-secretário de Fazenda, Marcel de Cursi, o procurador aposentado, Francisco Andrade de Lima Filho, o Chico Lima, Silvio Cézar Corrêa Araújo, ex-chefe de gabinete de Silval e Karla Cecília de Oliveira Cintra. Os advogados dos demais réus também estão presentes na audiência e acompanham a detalhada confissão de Nadaf. 

Confira os principais momentos da audiência

17h50 - Defesa pede revogação de prisão, mas juíza nega. A defesa, ao final da audiência e diante da confissão e do compromisso assumido por Pedro Nadaf de assumir a culpa em todas as fases e ações em que tiver responsabilidade nos delitos praticados por interesse da organização criminosa, requereu a revogação da prisão preventiva ou substituição por cautelares, como uso de tornozeleira eletrônica ou prisão domiciliar. “Entendemos que não resta mais risco a instrução processual ou à garantia da ordem pública diante do comportamento por ele assumido aqui”, destacou o advogado Luiz Alberto Derze Villalba Carneiro.

Em nome do Ministério Público, a promotora Ana Cristina Bardusco entendeu que o pedido é inapropriado destacando que Nadaf não está preso por causa da 1ª ação da Sodoma. Ela avalia que tal pedido tumultua o processo. Aconselhou que a defesa faça o pedido de revogação da prisão na outra ação penal relativa à segunda e terceira fase da Sodoma.

Selma Rosane esclareceu que Nadaf não foi ouvido na 2ª ação penal e que o pedido de liberdade deveria ser feito depois de seu interrogatório. Ela pontuou que vai se sentir mais tranquila para analisar o pleito. Destacou que somente a colaboração não é motivo para soltura. "E preciso avaliar se o comportamento do réu não é nocivo ao andamento processual. Neste caso está claro, mas em relação à Sodoma 2 não houve interrogatório e esclarecimentos dos fatos. Eu posso adiantar o interrogatório dele para ser o primeiro da Sodoma 2, acho que será útil também pras defesas após terem conhecimento do que o seo Pedro vai declarar", justificou a magistrada. Em seguida, ela negou o pedido de revogação da prisão uma vez que Nadaf não e encontra preso por força de atos do processo em questão. Também aceitou pedido da defesa de Silval para reabertura dos prazos para diligências complementares uma vez que Nadaf trouxe informações novas ao processo. 

17h34 - Pedro Nadaf revela ameaças veladas e pede proteção para sua família. Ao final, após responder várias perguntas da defesa de Silval, Nadaf se dirige a Selma Rosane explicando que vai tentar o máximo que puder amenizar as coisas, os crimes que cometeu. Reafirmou que vai deixar seus bens disponíveis para bloqueio e leilão para ressarcir o erário público. Revela que teme pela família diante de ameaças que têm recebido. “A partir de hoje eu tenho uma preocupação: com a segurança da minha família”, afirma ele.

Explica ainda que seu temor " é porque tem algumas pessoas achando que eu já os citei. Quero deixar isso registrado porque tenho preocupação. Podem achar que estou fazendo delação. Não tenho acordo de delação aplicada, não tenho nada assinado. Temo que possam fazer algum mal contra minha própria família. Quero manter em sigilo. Já recebi alguns avisos, que estão registrados, olha avisa lá que pessoas que fazem delação podem sofrer acidente, pode um carro desgovernado atingir daqui um ano. Pode sofrer um assalto. Tenho recebido esses tipos de avisos pela família. Estou muito preocupado. Já passeis o nomes pra autoridade policial", revelou Pedro Nadaf.

17h 20 - Influência de Nadaf como ex-secretário na gestão Pedro Taques. “Continuei com outras pessoas resolvendo algumas coisas. A gente ficou tentando dar solução para aquilo que a gente mesmo criou, mas não quero entrar em detalhes", afirmou Nadaf quando questionado se ainda exercia influência política após o término da gestão Silval Barbosa em 31 de dezembro de 2014. Ele disse que seus últimos atos como participante da quadrilha foram em 2015. O último pagamento de dívidas ele efetuou em junho de 2015. Ou seja, 3 meses antes de sua prisão efetuada em setembro daquele ano.  

16h55 - Nadaf não isenta Silval. Valber Melo questiona Pedro Nadaf se houve situações em que Silval não tinha conhecimento de determinadas ações praticadas por outros integrantes da organização e que só viria a saber depois. Ele no entanto, se esquivou. "Eu não posso responder porque cada caso é um caso", argumenta. Na mesma linha, ele opta pelo silêncio quando questionado se o nome do ex-governador pode ter sido usado indevidamente por outras pessoas, sem sua autorização. "No momento vou me manter em silêncio", ressalta. 

16h53 - Nadaf optou por ficar em silêncio quando questionado se tinha pleno conhecimento de todas as ações, de todos os passos da organização mesmo em situações em que ele não participou dos crimes. Ele revela que os envolvidos no esquema, em algumas situações eram participantes efetivos do esquema, em outros casos era aleatórios, que não faziam parte, efetivamente da quadrilha. Ou seja, que participou de um ato da organização, mas não participou dos demais. 

16h49 - Pagamento de contas de outros gestores - Sem citar nomes, Pedro Nadaf informa que o dinheiro da propina paga por empresários também foi usado para pagar contas de outras pessoas, indo além do custeio da campanha de Silval Barbosa em 2010. "De outros também", responde ele ao questionamento do advogado Valber Melo. Nadaf confirma que houve pagamento de propina no período anterior à gestão de Silval. 

16h46 - Sem contas no exterior. Com os bens bloqueados e as contas correntes sem dinheiro, Pedro Nadaf garante não ter enviado valores para o exterior. "Desafio qualquer pessoa. Não tenho um centavo fora do País. Não fiz isso para ninguém", sustenta Pedro Nadaf.

16h40 - Valber Melo, um dos advogados de Silval, faz questionamentos. Começa a dizer que entende e respeita a posição de Pedro Nadaf em confessar e revelar sua participação na suposta organização. Ele questiona sobre a participação de Karla Cecília que agia a pedido de Nadaf sem saber detalhes de como funcionava o esquema. "Ela teve contato com pessoas que pagaram propinas", pontua Nadaf. Ela contribuía com a organização de uma forma orientada pela minha pessoa", esclarece o ex-chefe da Casa Civil. 

16h35 - Nadaf relata ameaça a intimidação por parte de Silvio Corrêa. "Eu pedi minha transferência do CCC porque eu estava na mesma ala do Silvio. Saiu uma matéria na imprensa dizendo que eu estaria fazendo delação e naquele momento tinham acontecido a delação do César Zílio. O Silvio toda hora ia na minha cela sentava numa cadeira perto da minha cama e perguntava vagamente se eu estava fazendo delação. Você está ali num ambiente fechado de poucos metros. Ele sentava e apontava o dedo dizendo: esses daí não vão durar muito", detalha Nadaf.  

 16h25 - Tensão entre advogados. O advogado Goulth Valente, que também defende Marcel de Cursi, segue fazendo uma série de questionamentos a Pedro Nadaf. O clima é de tensão entre ele e a defesa de Nadaf. Eles começam uma discussão e Selma Rosane intervém. Valente questiona que não é possível confiar no que Nadaf diz uma vez que ele vem hoje confessa que integra uma organização criminosa e pede para desconsiderar tudo o que ele disse anteriormente em audiências passadas. "Eu ainda estou presidindo essa audiência e peço que encerrem essa discussão", determinou Selma Rosane ao explicar a Nadaf que ele pode ficar em silêncio caso não queira responder aos questionamentos do advogado de Cursi.

16h05 - Marcel de Cursi dava pareceres e orientava Silval. Nadaf reafirma que Marcel de Cursi agia dentro da quadrilha de diversas maneiras que ele prefere não mencionar de forma detalhada. "Dava pareceres e orientações, além de outras formas de crédito outorgado e situações que não vou mencionar aqui. Ele atendia também diretamente o governador e o orientava para algumas situações ilícitas para atender empresários e aquilo que fosse interessante para o grupo se beneficiar", afirma ao advogado Marcos Dantas, um dos defensores de Cursi. 

16h - Após um intervalo de 15 minutos a audiência é retomada. A defesa de Marcel de Cursi faz questionamentos a Pedro Nadaf. 

15h30 -  Credor não revelado. Selma Rosena questionou sobre quem seria o credor da dívida que Silval tinha, mas Nadaf optou por não falar. “Excelência isso é motivo de outra investigação”, argumentou. Selma Rosane argumenta que se Silval Barbosa cobrou propina para pagar dívida pode-se concluir que ele não se enriqueceu ilicitamente. “Acredito que sim, que sobrou”, avalia Nadaf.

15h17 - Estratégias políticas e indicados do Partido da República (PR). Tinham também algumas pessoas que eram colocadas estrategicamente em cargos políticos por escolha do governador. "Os indicados do PR, eram de indicação do governador. Eu era cota do PR", revela Pedro Nadaf. 

15h15 - Chico Lima era chamado para favorecer a organização em situações pontuais. Era chamado quando tinham dificuldades de receber um parecer favorável na Procuradoria Geral do Estado (PGE). "Ele dava ares de legalidade para beneficiar a organização criminosa", garante.

15h12 - Agora Nadaf responde questionamentos da promotora de Justiça, Ana Cristina Bardusco e segue explicando que ele e Silvio Corrêa só reportavam direto ao governador, ou seja, não precisavam prestar esclarecimentos e nenhum outro integrante da quadrilha.  Sobre Karla Cecília, ele explica que ela lavava dinheiro para a organização criminosa a pedido dele. "Ela tinha ciência que era ilícito", reafirma Nadaf. 

15h10 - Entrega de R$ 500 mil para Chico Lima. O dinheiro, segundo Pedro Nadaf, era propina paga por João Rosa. Nadaf e Chico Lima ficaram responsáveis por quitar uma dívida de Silval. O acerto foi feito direto com Barbosa. Ele garante que a dívida foi paga.

15h08 - Silval foi até ameaçado. Nadaf informa João Batista Rosa deveriam receber o enquadramento apenas no prodeic, mas houve a inclusão da vistoria para aparentar legalidade. O empresário, segundo ele, recebeu R$ 4 milhões em incentivos fiscais e devolveu R$ 500 mil a título de propina para pagar dívida de Silval. Conforme Nadaf, Silval Barbosa foi, inclusive, ameaçado de morte por dívidas de campanha dentro do palácio Paiaguás. Ele não deu detalhes sobre essas ameaças e nem de onde vieram. 

14h55 - Esquema foi pensado para custear campanha. Nadaf volta a reafirmar que a cobrança de propina começou às vésperas da campanha de reeleição de 2010, tudo para levantar dinheiro para a campanha de Silval Barbosa. Ele tinha uma dívida de R$ 2 milhões e vinha recebendo ameças. Dessa forma, solicitou tal valor ao empresário João Batista Rosa a título de propina para que continuasse sendo beneficiado com incentivos fiscais. "Começou e virou uma prática até virar uma organização criminosa", enfatiza. 

 14h52 - Todos sabiam que estavam praticando crimes. Nadaf responde questionamento de Selma Rosane e confira que todos os membros da organização tinham consciência que participavam de um esquema criminoso, ninguém estava ali contra a vontade, sob pressão. "Tinham consciência", garante. 

14h50 - Ressarcimento ao erário. Pedro Nadaf revela que está disposto a reparar o dano causado ao erário. Garante que já disponibilizou que seu patrimônio fique à disposição da Justiça para ser leiloado e possa ressarcir os cofres públicos. 

14h46 - Silval alertou Nadaf sobre escutas e riscos de prisão. Pedro Nadaf agora revela que em 2015 o ex-governador Silval o procurou e alertou que eles estavam sendo grampeados em virtude de uma ação envolvendo a empresa JBS\Friboi, relativa a incentivos fiscais concedidos irregularmente. "Todo mundo começou a ficar apreensivo", detalha. "O Silval falou que iríamos ser presos, essa pessoa que o alertou falou dessa possibilidade". Nadaf então procurou o delegado Anderson Garcia, da Polícia Civil, para fazer uma varredura na sua sala para ver se tinham escutas. Ele segue detalhando os procedimentos que foram adotados depois que soube que ia ser preso, revela que não queria ser preso em seu local de trabalho e nem em casa. Buscou ajuda com algumas pessoas, mas viu que não teria como escapar da prisão. Isso em meados de setembro de 2015. 

Explica - Recebimento de R$ 1, 5 milhão em propina. Nadaf responde a uma pergunta da juíza Selma Rosane e confessa que recebeu R$ 1,5 milhão de propina dentro do esquema. Explica que recebeu ainda outros R$ 500 mil do delator João Rosa que foi repassado para Chico Lima e mais R$ 15 mil entregues a Marcel de Cursi. "Todos esses valores foram levantados em cima de planilhas do processo. Todos os cheques que estão ali eu levantei, exceto 2 cheques que são de uma ex-funcionária", esclarece. 

14h35 - Nadaf garante que não lesou ninguém no esquema. Nadaf segue explicando como ocorreu a cobrança de propina do empresário João Rosa, dono do Grupo Tractor Parts, o primeiro delator do esquema da Sodoma. "Essa prática ocorreu durante os 4 anos de governo, essa lambança toda. Até hoje tenho dinheiro a receber de Silval, quer dizer, tudo bem que era dinheiro de propina", revela ele ao detalhar como que ele vinha pagando pequenos valores para outros envolvidos no esquema entre 2011 e 2014. Ele conta que Silval pedia que ele fosse efetuando os pagamentos. Ele garante que não lesou o grupo e não ficou com nenhum dinheiro que não lhe fosse destinado dentro da organização criminosa. 

14h18- Pedro Nadaf confessa que sua secretária Karla Cecília também se beneficiou com propina. "Ela não sabia a procedência, mas sabia que era uma coisa ilícita que nós estávamos fazendo", conta o ex-secretário. 

14h15 - Sobre o procurador aposentado Francisco Lima, o Chico Lima, ele Nadaf explica que ele ficava à disposição do governador e era convocado pra dar parecer em processos de interesse da quadrilha. "Ele também agia em interesses próprios. O Silval um dia me alertou pra ficar esperto com o Chico e disse pra acompanhar todos os atos. Ele falou: fica atento porque se bobear o Chico vende todo o Estado", revela Nadaf. 

14h20 - Nadaf segue falando da importância que Silvio Corrêa tinha dentro da quadrilha. "Eu percebia e via essa ascendência dele sobre os secretários adjuntos. Ele retinha esses pagamentos pra se beneficiar dos pagamentos da propina da organização a qual eu também fazia parte".

Cursi também integrou quadrilha. "O Marcel de Cursi também fazia parte da organização. É público e notório seu conhecimento. Ele me aconselhava e dava sugestões de como agir e como fazer dentro da quadrilha. Ele que orientava o governador sobre tudo que fosse criado ilicitamente para beneficiar a organização criminosa. Tão amplo era o conhecimento dele que em 2010 produziu o projeto de lei 10.207 para dar “total blindagem” ao governo para impedir investigações, consolidando atos e incentivos concedidos irregularmente bem como obras, obras da Copa para que “ninguém pudesse investigar o governo Silval”. Ele confessa que o atual governador tentou anular a lei e acredita que hoje ela esteja suspensa. “Nós ainda tentamos articular para impedir isso”, revela.

14h10- "Era fatiado, mas ele (Silval) tinha uma liderança na organização. O Silvio Corrêa era o homem de confiança dele e sentava com secretário de Administração e adjuntos para ele dar autorização para fazer os processos licitatórios naquilo que lhes interessava, naquilo que dava retorno. Ele tinha esse poder", afirma Pedro Nadaf. 

14h05 - Pedro Nadaf afirma que Silval se valia de várias pessoas que estavam dentro e fora do governo, mas que também faziam parte da organização. "Não vou aqui citá-las porque não fazem parte desse processo". Ele explicando como funcionava a organização criminosa. Confirma que Karla Cecília e Silvio Corrêa, ex-chefe de gabinete de Silval Barbosa estavam lotados em locais estratégicos pra auxiliar a organização criminosa. Em 2012, após a reformulação do staff após a reeleição, eles sentaram para decidir qual pasta que cada um iria assumir. "Eu era uma pessoa que detinha total confiança do governador, era responsável por atender empresários e até secretários que não tinham interesses em participar da organização criminosa. Na Casa Civil, eu atendia secretários que iam tratar de questões financeiras. Já o governador atendia aquilo que fosse dar um retorno para a organização criminosa", revela Nadaf. 

14h - Nadaf começa a detalhar como tudo começou. Afirma que foi procurado pelo então governador Silval Barbosa que propôs o esquema para levantar recursos para financiar sua campanha de 2010 quando foi reeleito governador de Mato Grosso. "Levantamos R$ 12 milhões de reais, parte foi para caixa 2 e outra parte foi para a doação oficial da campanha", afirma ele. 

13h55 - Nadaf confessa que integrou quadrilha que roubou MT. Pedro Nadaf abre a audiência lembrando que hoje está fazendo exatamente 11 meses que ele está preso e nesse período ele e sua família estão sofrendo muito. Ele está refletindo muito, principalmente nos últimos 4 meses em que está preso sozinho no SOE. Isso me trouxe muito arrependimento por tudo que fiz contra o Estado. Prejudiquei muitas pessoas que às vezes não sabiam no que estavam sendo envolvidas. Pessoas que confiaram em mim e não sabiam que estavam sendo prejudicadas". 

Ele disse que queria assumir a culpa antes, mas seus advogados o orientaram a não fazer isso. "Quero pedir desculpa a este juízo, a Mato Grosso e a todo mundo por ter faltado com a verdade. Me desculpe pelos meus atos que pratiquei contra o Estado. De agora em diante vou assumir tudo o que fiz, vou assumir a culpa em todos os processos que eu for culpado. Se a senhora quiser eu posso até jurar aqui. Sei que fiz muito erro. Fiz parte de uma organização criminosa que dilapidou, que roubos os cofres públicos de Mato Grosso". 

Ele afirmou que a denúncia do Ministério Público contra ele, contra Silval, Marcel de Cursi e mais 3 réus é verdadeira. A segunda denúncia decorrente da Operação Sodoma, segundo ele, também é verdadeira. 

 

 

Welington Sabino, repórter do GD

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