16/11/2015 - Em garimpo restaram lixo e destruição

16/11/2015 - Em garimpo restaram lixo e destruição

No lugar do ouro, restaram apenas buracos, galerias, barracas e muito lixo. Esse era o cenário encontrado na Serra da Borda, em Pontes e Lacerda (448 km a Oeste de Cuiabá), antes da implosão, onde por pouco mais de 2 meses funcionou um garimpo ilegal de extração de ouro. Chegaram a passar pelo local aproximadamente 7 mil pessoas, entre garimpeiros profissionais, “aventureiros”, mulheres, crianças e idosos.

 

Equipes da Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema) e do Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM) realizaram coleta de materiais do solo, do Rio Guaporé e da água potável da cidade para saber se houve a utilização de mercúrio na região.

Os garimpeiros foram retirados da serra no último dia 10, por meio da operação “Terra do Nunca” coordenada pela Polícia Federal (PF). Com medo de perder o investimento feito para facilitar a extração de ouro, cerca de 300 pessoas que ainda estavam no local saíram pacificamente, levando marteletes, geradores de energia e ferramentas. Uns chegaram a relatar à polícia que saiam dali levando cerca de R$ 20 mil em prejuízo.

Mas, segundo o coordenador do Núcleo de Comunicação da Prefeitura de Pontes e Lacerda, Gilmar de Souza, os garimpeiros levaram apenas o considerado de “valor”.“Eles não desmancharam sequer as barracas. A quantidade de lixo existente também era muito grande. Ficaram garrafas de bebida, copos descartá- veis e muito sacos plásticos. Até fogões com as panelas em cima foram deixados para trás”.

Ele acrescenta que na pressa por sair do local, algumas ferramentas como enxadas, picaretas, cordas e táias também ficaram para trás. Biólogo e consultor ambiental Thiago Rezende diz que as consequências do acúmulo de lixo na Serra da Borda podem ocorrer a curto e longo prazo.

“No garimpo de Pontes e Lacerda há componentes que podem levar de três meses a mil anos para se decompor. A princípio o mais afetado será o meio ambiente e, por consequência, o ser humano”.

Segundo Rezende, as embalagens, quando consumidas em excesso e descartadas de maneira irregular, dificultam a degradação de outros resíduos, são ingeridos por animais causando sua morte, poluem a paisagem, causam problemas no saneamento básico e muitos outros tipos de impactos ambientais menos visíveis aos olhos humanos.

“O descarte desses resíduos sólidos deixados pelos garimpeiros poderão afetar desde a alimentação até o ar inalado pela população”.(Com informações Elayne Mendes, do jornal A Gazeta).

 

 

Redação do GD

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