16/12/2015 - Fundador do PMDB, Bezerra diz que situação de Eduardo Cunha se complica a cada dia

16/12/2015 - Fundador do PMDB, Bezerra diz que situação de Eduardo Cunha se complica a cada dia

O deputado federal Carlos Bezerra, presidente do PMDB em Mato Grosso e um dos fundadores da sigla, avaliou que a situação do presidente da Câmara Federal, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), se complica a cada dia. Alvo de um processo de cassação na Comissão de Ética da Casa por quebra de decoro parlamentar, acusado de mentir na CPI da Petrobras quando negou possuir contas no exterior, Cunha luta para sufocar o processo, e conseguiu até mesmo a troca do relator. 

As táticas do deputado carioca, porém, não estão funcionando, na avaliação do correligionário mato-grossense. Bezerra acredita que, para manter o mandato de deputado federal, Eduardo Cunha deveria ter negociado sua saída da presidência da Câmara.

“O processo do Eduardo Cunha, a cada dia que passa, se complica mais para ele. Ele cometeu um erro, pois devia ter negociado isso no início. Devia ter deixado a presidência e negociado o mandato dele. Mas ele insistiu em ficar na presidência da Câmara”, observou Bezerra.

“E agora é um tumulto toda sessão da Comissão de Ética. Só está faltando assassinato lá dentro. Tem soco, xingamento. Isso é muito ruim para o Congresso. Acho que, do jeito que está indo, o Supremo pode até terminar intervindo nisso, o que é ruim para a Câmara. Ruim e feio”, completou.

Indecisão sobe impeachment

Em meio à insegurança sobre o resultado da Comissão de Ética, após saber que perderia os três votos do PT no processo de cassação, Cunha deu andamento ao pedido de impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT).

Com o PMDB dividido sobre a situação da presidente, Bezerra permanece “em cima do muro”, e ainda não tomou posição. Apesar de geralmente dar suporte ao mandato de Dilma, ele afirma que vai esperar o Supremo Tribunal Federal (STF) se pronunciar sobre o processo de impeachment, atualmente suspenso por decisão monocrática do ministro Luiz Edson Fachin.

“Temos que ter muita convicção jurídica do que vamos fazer sob pena de o Supremo derrubar. É uma questão que vai gerar muita controvérsia porque existem inúmeros juristas dizendo que o dispositivo que foi colocado no impeachment, a pedalada fiscal, ainda não tramitou. Teria que tramitar no Tribunal de Contas da União (TCU), que é o órgão auxiliar do Poder Legislativo, depois ir para a Comissão de Orçamento. Não houve o trâmite legal todo, portanto, não é uma coisa definitiva. Vou aguardar a posição do Supremo para poder falar isso com mais convicção”, disse Bezerra. 

Operação

Na manha de hoje,15, a Polícia Federal cumpriu  mandado de busca e apreensão na residência oficial do presidente da Câmara, deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), em Brasília. A PF também cumpriu mandados em endereços do peemedebista no Rio de Janeiro e na Diretoria Geral da Câmara dos Deputados. A ação, batizada de Catilinárias, faz parte das investigações da Operação Lava Jato. Ao menos 12 policiais e três viaturas foram deslocados para a casa de Cunha em Brasília, que fica na Península dos Ministros. Entre os itens que foram apreendidos pela PF está o celular de Eduardo Cunha.

 

 

 

Da Redação - Laíse Lucatelli

Comentários

Data: 17/12/2015

De: eu

Assunto: oportunista

Esse Carlos Bezerra é um oportunista

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