16/12/2015 - A nossa administração não aceita pressão”, dispara Taques contra críticos do VLT

O Governador Pedro Taques (PSDB) mandou um recado direto para os ‘críticos do VLT (Veículo Leve sobre Trilhos)’, durante a assinatura de TAGs (Termo de Ajustamento de Gestão), que aconteceu na Arena Pantanal, em Cuiabá, durante a manhã de terça-feira (15). O chefe do Executivo ressaltou que não aceitará pressão para terminar o novo modal e que fará tudo dentro da legalidade: “Não adianta pressionar, a nossa administração não aceita pressão de quem quer que seja”.

 

“As pessoas estão com pressa para terminar a obra do VLT. Eu também tenho pressa, mas isso não significa irresponsabilidade. Muitos estão aparecendo dando entrevista e dizendo que o VLT tem que acabar, que vai dar prejuízo. Prejuízo é roubar o Estado. Por que não falaram isso ano passado ou retrasado? Eu li todos os relatórios na tribuna do Senado e mandei 20 ofícios cobrando as obras”, disse o governador.

Taques ainda aproveitou para disparar contra os críticos, que pedem pressa na finalização da obra: “Já foram gastos mais de R$ 1 bilhão com o VLT, eu não coloco mais um real, enquanto a consultoria não me dizer o que será feito e o que precisa ser feito. Depois da porta arrombada, querem colocar tramela, tranca. Não adianta pressionar, a nossa administração não aceita pressão de quem quer que seja. Queremos fazer a coisa certa, o tempo de fazer as coisas erradas já ficou para trás”.


Por fim, o governador voltou a afirmar que não liberará recursos para a implantação do novo modal, enquanto não tiver o resultado da consultoria: “Nós não mandamos parar a obra do VLT, quem mandou foi a administração passada. A justiça determinou que nós pudéssemos contratar um consultoria. Não coloco um real no VLT, se não tiver a certeza que a obra será bem feita”.



VLT

A obra do novo modal está paralisada e não avançou fisicamente este ano. Uma consultoria está sendo feita para determinar o ‘futuro’ do projeto. Os governo já recebeu alguns relatórios preliminares, mas deve divulgar todo o estudo apenas no início de fevereiro do ano que vem. Até agora, já foram gastos mais de R$ 1 bilhão. A previsão é que até o ano de 2018, nenhum dos trens esteja rodando por Cuiabá ou Várzea Grande. O custo também pode ultrapassar os R$ 2 bilhões, devido a correção monetária.

 

 

 

Olhar Direto