17/02/2014 - Taques diz que não vai fazer acordo com diabo para fazer obra de Deus

O senador e pré-candidato a governador, Pedro Taques (PDT), garante que não vai “fazer acordo com o diabo para fazer a obra de Deus”. Assim, o pedetista argumenta que não formará nenhuma aliança incoerente. Acontece que PDT tem recebido críticas principalmente por flertar com o PR, que é da base do governo Silval Barbosa (PMDB), a quem Taques faz dura oposição. O pedetista, entretanto, amenizou a situação ao afirmar que “não vale tudo pelo poder”.

 

Taques reforça ainda que fez apenas críticas pontuais a gestão do hoje senador e ex-governador Blairo Maggi (PR) – um dos possíveis aliados do pedetista nestas eleições. “Nunca chamei o senador Maggi de ladrão, fiz críticas ao governo e temos que assumir que essas são construtivas e que precisam ser feitas. Existiram avanços, mas também pontos negativos”, justificou.

 

Nos próximos dias, o prefeito Mauro Mendes (PSB) e o deputado e presidente estadual do PDT, Zeca Viana, vão se encontrar com lideranças republicanas para definir se vão caminhar juntos. O senador Jaime Campos (DEM), que costura aliança com Taques, chegou a declarar que só aceita o PR se a sigla abrir mão das 5 secretarias que comanda na gestão Silval.

 

A possibilidade da vinda do Partido Republicano para o grupo oposicionista gerou rusga entre o PDT e o DEM, especialmente porque o democrata busca a reeleição, assim como o presidente do PR, deputado federal Wellington Fagundes (PR), almeja cadeira no Senado. Taques garante que o mal estar foi superado e que “só o ditador chega ao poder sem fazer coligações e alianças”.

 

Dilma

Além das amarrações estaduais, o grupo liderado pelo pedetista ainda precisa definir se vai se alinhar ao PDT nacional e apoiar a reeleição da presidente Dilma Rousseff (PT) ou se será oposição à petista. O prefeito de Lucas do Rio Verde, Otaviano Pivetta (PDT), por exemplo, gostaria que ela continuasse no governo no próximo mandato.

 

Na ocasião, Taques chegou a dizer que não conversaria com a presidente sobre possíveis composições. “Não existe isso”, comentou. Mas, horas depois, ele viajou com Dilma e Blairo para Brasília (DF).  

 

Por outro lado, reforça que o assunto será debatido em março, durante reunião com a Executiva Nacional do partido. “As realidades estaduais são totalmente diversas e nós temos que respeitar isso. O PDT nacional tem esse compromisso com vários estados e por mais que o partido feche com a presidente Dilma nacionalmente em alguns estados a realidade será outra”, reforça.  

 

Camila Cecílio

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