17/02/2016 - Ex-vereador chama Júlio de alcoólatra, que rebate, 'rei das falcatruas'

17/02/2016 - Ex-vereador chama Júlio de alcoólatra, que rebate, 'rei das falcatruas'

Após o término da audiência que analisa o processo de uma provável fraude na suplementação de recursos no valor de R$ 365 milhões ao ex-prefeito Chico Galindo (PTB) em 2012, autorizada pela Câmara de Cuiabá sem devido processo legal, o ex-vereador João Emanuel (PSD) autor da denúncia no Ministério Público Estadual (MPE), e o presidente da Câmara de Cuiabá Júlio Pinheiro (PTB) trocaram acusações nos corredores do Fórum da Capital.

Por um lado, o ex-vereador cassado João Emanuel reafirmou que a lei da suplementação orçamentária foi publicada em Diário Oficial sem ter passado pelo crivo dos vereadores e nem por comissões parlamentares do legislativo municipal.

João Emanuel alega não ter conseguido ter acesso a nenhum recurso que prova a realização da audiência que liberou o recurso para a prefeitura. "Não consta nada de audiovisual nem taquigrafado. Isso foi comprovado pelo MP. Foram meio bilhão de empréstimos", disse João Emanuel, acusando Pinheiro de ter forjado inclusive, lista de presença de 12 vereadores.

Emanuel aponta que o Tribunal de Contas do Estado (TCE) havia solicitado as mesmas provas apresentadas por Pinheiro a justiça. "Agora ele conseguiu, na época não as tinha. Por isso, acredito que esta lista de presença pode ter sido forjada", criticou.

Quanto ao comentário de Pinheiro em classificá-lo como desqualificado, Emanuel questionou a formação do vereador e lembrou o episódio que se envolveu de violência doméstica. "Ele foi alvo de Maria da Penha, estava com um espeto e fincou na esposa, confirmando que é alcoólatra. Eu respondo esta minha desqualificação. A sociedade vem fazendo a avaliação de como ele se comporta", rebateu.

Júlio Pinheiro alegou que houve todo o processo legal e cita que não conseguiria fraudar 12 assinaturas de colegas do parlamento. "Uma pessoa que assumiu dia 2 de janeiro a Câmara e recebeu todas as sessões em audiovisual e sumiu na sua gestão, então ele é quem deve prestar esclarecimento das provas que ele surrupiou. João Emanuel é campeão em projetos esquisitos e de falcatruas e de falsificação de documentos", contrapôs.

O dinheiro, de acordo com Júlio, seria para quitar folha de servidores e outras despesas da prefeitura. Ele coloca que suplementação é uma direito normal na administração pública.

Para ele, o vereador realizou a denúncia no auge do processo que cassou o seu mandado.

Os dois foram ouvidos pela juíza Célia Regina Vidotti, da Vara de Ação Civil Pública de Cuiabá na tarde desta terça-feira (16).

 

 

Fernanda Leite, repórter do GD

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