17/02/2016 - Seguidores de Maggi cobram permanência no PR por causa do veto de Taques ao PMDB

Deputados, prefeitos e vereadores estão pressionando o ex-governador e atual senador Blairo Maggi para que recue do seu projeto de ir para o PMDB e cobram a sua permanência no Partido da República (PR). E um dos principais motivos é a suposta dificuldade para as alianças com vistas às eleições municipais, especialmente em locais onde o PMDB resiste em abrir espaço, nos diretórios, para os cristãos novos. Também pesa na pressão das bases de Maggi o fato de os aliados do governador José Pedro Taques, sob liderança do PSDB, terem vetado aliança com o PMDB e o PT, nas disputas municipais.
 
A reportagem do Olhar Direto apurou que a filiação de Maggi foi divulgada pela Executiva Nacional do PMDB para acontecer na próxima sexta-feira (19), no Teatro do Cerrado Zulmira Canavarros da Assembleia, com a ficha abonada pelo vice-presidente Michel Temer, principal manda-chuva do partido de Ulysses Guimarães.
 
“Conversamos bastante com as bases e a decisão final é do senador Blairo. Mas, sim, muitos companheiros consultados têm se manifestado contra a filiação [ao PMDB], por causa das circunstâncias”, argumentou o suplente de senador Cidinho Santos (PR). Ele não quis entrar no mérito da questão sobre os vetos do grupo de Taques a coligações com aliados de Maggi.
 
Responsável por coordenar a unidade interna do grupo, Cidinho Santos preferiu aguarda uma decisão formal do líder. Maggi não perdeu de vista  as eleições municipais, bem como no pleito de 2018. Existe respaldado por decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que permite aos eleitos para cargo majoritário mudarem de partido sem colocar em risco o mandato.
 
“O senador não vai para uma aventura e não iria comprometer os companheiros que estão atrelados à legislação que trata da fidelidade partidária por terem sido eleitos proporcionalmente”,  justificou o prefeito Dilceu Rossato (PR), de Sorriso.
 
A formatação do PR nos municípios, sob a batuta de  Maggi, tabmém gera apreensão em prefeitos, ex-prefeitos e vereadores. E a migração colocaria muitos frontalmente contra o grupo de Pedro Taques, liderado por PSDB, PSD, PSB e PP.  
 
Dentro de poucas semanas,  Blairo Maggi deve se licenciar do Senado da República. Caso seja confirmada a  saída temporária, quem vai assumir é o segundo suplente, ex-prefeito Rodrigues Palma (PR), e não Cidinho. Desta forma, a bancada do PR se manteria no Senado, em votações importantes.
 

 

 

Da Reportagem Local - Ronaldo Pacheco

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