17/03/2016 - Operador é preso por matar namorada no interior do Estado

17/03/2016 - Operador é preso por matar namorada no interior do Estado

Os dois já moravam juntos há dois anos, sendo que, no início do relacionamento, em Ribeirão Cascalheira, a 893 km de Cuiabá.

 

"Quando ela estava morando longe de mim, eu sentia que precisava trazê-la para perto de mim, até que ele [ex-genro] arrumou um emprego em Peixoto [de Azevedo] e vieram para cá. Não sabia o que acontecia, mas ouvia algumas pessoas dizendo que ele agredia a minha filha, mas perguntava à ela e ela não me contava ao certo o que acontecia", disse a mãe da vítima.

 

No dia da morte de Thajela, na noite do dia 19 de setembro, a mãe contou que tinha passado o dia com a filha. "Eu a ensinei a fazer iogurte caseiro. Queria que ela fizesse algo para vender e não ter que ficar pedindo dinheiro a ele", relatou a mãe. Segundo ela, o genro não tinha ido almoçar em casa naquela data. "Ela me falou: mãe, tenho tanto medo de morrer com tiro e eu falei para ela parar de falar aquilo. Não imagina que ela estava sendo ameaçada, mas estava, pelas conversas dela".

 

Marinete só soube da morte da filha na madrugada do dia seguinte pela vizinha. A mãe do acusado telefonou para a vizinha dela avisando que Thajela tinha sofrido um acidente e estava internada no hospital de Matupá, município a 10 km de Peixoto de Azevedo.

 

"Eles [Paulo e o amigo dela] deram banho nela depois que ela já estava morta e a levaram para o hospital", contou. Quem a deixou no hospital foi o amigo de Paulo Henrique. Depois de deixar o corpo, o rapaz fugiu.

 

A médica que recebeu o corpo da adolescente na unidade de saúde informou que ela já chegou morta, conforme a mãe. "Ela levou um tiro no coração, colocou o braço na frente para tentar se proteger e o braço também ficou ferido", afirmou a mãe. Depois da morte, o genro chegou a entrar em contato com a sogra por algumas vezes, dizendo que o tiro tinha sido acidental.

 

Prisão

Após a suspeita de que o acusado estava se escondendo na região de Água Boa, a Polícia Civil daquele município começou a procurá-lo, até que o encontrou escondido no sítio, situado a aproximadamente 50 km de Água Boa. O rapaz foi levado para delegacia daquele município e deve ser levado para a Cadeia Pública de Peixoto de Azevedo, a 692 km da capital, onde tramita o processo contra ele e onde ocorreu o crime.

 

 

 

 
G1

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