17/04/2015 - PDT condena assédio e admite projeto nacional com Taques

O presidente nacional do PDT, ex-ministro Carlos Luppi, condenou o assédio que o governador Pedro Taques (PDT) tem recebido de outros partidos. Taques já recebeu convites do PSDB e PSB para ingressar nas legendas caso venha a deixar os trabalhistas. “Não tenho como impedir o assédio. Agora tem que ver se tem alguma atitude correspondente”, assinalou Lupi, logo após se reunir com o governador no Palácio Paiaguás.

 

O dirigente da legenda acredita que, apesar das divergências com o presidente regional do PDT, deputado Zeca Viana, o governador continuará nas fileiras da legenda. “Ele se elegeu senador pelo PDT e governador pelo PDT. Vim aqui desde o seu primeiro ato de filiação e tenho consciência que o partido tem sido correto com ele”, frisou.

 

As críticas aos demais partidos surgiram quando o presidente do PDT foi indagado sobre a oferta do PSB em ocupar o espaço do ex-governador de Pernambuco, Eduardo Campos, morto em acidente aéreo no ano passado, e lançar Taques a presidente da República nas eleições de 2018. “Se o PSB quiser apoiar ele pelo PDT, vamos discutir. O que não pode é ter o assédio indevido porque eu não saio assediando ninguém de outro partido para se filiar ao PDT”, declarou.

 

Em relação a um possível projeto nacional a Taques, o presidente do PDT disse ser possível, mas considera a discussão ainda prematura. “Potencial ele tem, agora não podemos colocar os trilhos na frente dos trens. A prioridade do Pedro hoje é governar Mato Grosso”, pontuou.

 

PEDRO X ZECA

Carlos Lupi reconheceu as divergências públicas entre o governador e o deputado Zeca Viana, que estão em rota de colisão desde a eleição da Mesa Diretora da Assembleia Legislativa. Todavia, diz que o episódio deve ser superado com “diálogo e democracia”. “O governador falou sobre o descontentamento e eu já conversei com o presidente do partido. Agora, nosso papel é encontrar o caminho do diálogo para sair desse impasse”, frisou.

 

O presidente do partido acredita que a divergência entre as lideranças partidárias não são motivo para o governador deixar a legenda. Ele garantiu que a hipótese sequer foi discutida na reunião. “Não discutimos a saída do PDT em nenhum momento. Nem ele levantou a questão, nem eu. Até porque isso não estava em discussão”, assegurou.

 

Outro ponto citado por Taques como motivo de descontentamento pelo PDT é a omissão do partido em relação ao “escândalo da Petrobras”. Para Lupi, o posicionamento da legenda já é conhecido pela sociedade. “Nós defendemos que quem roubou a Petrobras vá para a cadeia. Agora, não podemos confundir e incriminar a Petrobras porque ela é vítima”, assinalou.

 

Segundo Lupi, a discussão girou em torno do posicionamento nacional da legenda em relação ao Governo Federal. Já com o deputado Zeca Viana, o presidente da legenda debateu a reestruturação do PDT no Estado, com vistas as eleições de 2016. “Estamos preparando o partido”, colocou.

 

 

Gilson Nasser 
Da Redação

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