17/05/2011 - 10h:00 Para presidente da AMMP o afastamento de prefeito dará maior independência ao Legislativo

O presidente da Associação Mato-Grossense do Ministério Público, Vinicius Gahyva Martins avaliou como positiva a intervenção da AMMP no processo de afastamento do prefeito de Tangará da Serra, Júlio César Ladeia, ocorrido ontem, dia 16, na Câmara municipal, por nove votos contra um.

“Fomos até Tangará da Serra para cobrar das autoridades municipais o afastamento imediato do prefeito e para dar apoio à atuação do promotor de Justiça Antonio Moreira da Silva que investiga o prefeito; lembramos aos vereadores os compromissos republicanos assumidos por eles, quando eleitos para serem os representantes daquela população, e eles compreenderam a nossa mensagem. A decisão da Câmara demonstra que os vereadores respeitaram os anseios da sociedade”, destacou o presidente da AMMP.

Para os dirigentes da AMMP, a postura da Câmara dará aos vereadores maior independência para a continuidade do processo contra o prefeito, podendo culminar na sua cassação.

Outro aspecto que contribuiu muito para a decisão, na opinião dos promotores de Justiça, foi o envolvimento da sociedade, de instituições organizadas, as quais se empenharam em cobrar providências, exercendo seus direitos de cidadão.

Os promotores de Justiça e dirigentes da AMMP, Vinicius Gahyva Martins e Reinaldo Rodrigues de Oliveira Filho, conversaram também com dois juízes da comarca, e pediram apoio e agilidade no andamento do processo por improbidade administrativa contra o prefeito, que está parado na 4ª Vara, há mais de um ano.

Sociedade se organiza e pressiona autoridades

Diversas entidades assinaram um requerimento acusando o prefeito de cometer atos de improbidade administrativa e pedindo providências. Julio César Ladeia responde a várias Ações Civis Públicas propostas pelo Ministério Público.

Entre as denúncias, estão um suposto desvio de quase R$ 700 mil do Fundo de Reequipamento do Corpo de Bombeiros, além de desvios na execução do programa Pró-Jovem. O prefeito do PR enfrenta grave índice de rejeição e impopularidade por conta dos problemas administrativos.

Catador de lixo desafia prefeito e secretários

Uma atitude inusitada foi a do catador de lixo, Antonio Carlos Cabral Amaral, 50 anos, morador de Tangará da Serra há 20 anos.

Cabral foi lixeiro em São Paulo durante 35 anos, e atualmente trabalha no ramo de reciclagem de lixo. Ele protocolou, ontem, uma declaração na qual autoriza a quebra de seus sigilos fiscal, bancário e telefônico, e junto com a declaração entregou um cheque assinado em branco, em nome do Ministério Público de Mato Grosso.

A atitude, segundo ele, é um desafio ao prefeito e aos secretários municipais, para que, também, façam o mesmo. Cabral disse que se for encontrado algum débito fiscal, que o valor seja multiplicado por dez e o montante seja revertido para o MPE/MT.

Ascom AMMP

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