17/06/2015- Lançamento do manifesto ao povo de Mato Grosso Frente de luta em defesa dos serviços públicos e dos direitos dos (as) trabalhadores (as) “direito a gente quer por inteiro!”

O dia 17 de junho de 2015 foi considerado em todo o Estado de Mato Grosso o DIA DE GREVE UNIFICADA dos servidores de todos os Órgãos do Estado e profissionais da Educação Municipal.

Em São Félix do Araguaia, o evento deu-se inicio às 8:00 horas da manhã com Assembléia Geral realizada na Escola Estadual Tancredo Neves, com a presença da Diretoria do SINTEP/MT (Sindicato dos Trabalhadores da Educação do Estado de Mato Grosso),  profissionais das escolas da Rede Municipal e Estadual de Ensino, bem como contou com a presença de alunos das escolas da Rede Estadual de Ensino.

Durante a Assembléia foi exposta a difícil realidade que a categoria da Educação vem enfrentando, tanto em âmbito Estadual como Municipal, referente às perdas salariais, bem como cumprimento efetivo do Piso Salarial Nacional para os profissionais da Educação.

Foi um momento de reflexão e tomada de decisões, no qual se estabeleceu Estado de Greve nas redes de ensino, com o objetivo de alertar as autoridades competentes para negociação e cumprimentos dos direitos adquiridos em Lei por estes profissionais.

Os profissionais da Educação das escolas da Rede Municipal e Estadual de Ensino se concentraram em frente o prédio da Prefeitura Municipal de São Félix do Araguaia, onde a professora Ana Cristina usou o microfone pedindo que os funcionários e administração atual saíssem de trás vidro fumê e viesse para frente da prefeitura, mas tudo permaneceu em silêncio, atrás do vidro fumê.

 

Segue abaixo Manifesto ao Povo de Mato Grosso, distribuído ao povo de São Félix durante Manifestação realizada neste dia 17.

 

 

Confira o Manifesto

 

MANIFESTO AO POVO DE MATO GROSSO

 

Os sindicatos de trabalhadores e trabalhadoras do serviço público do Estado de Mato Grosso vêm a público repudiar a qualidade dos serviços oferecidos à população, a violação dos direitos à saúde, educação, segurança e aos serviços básicos garantidos em lei, bem como as péssimas condições de trabalho impostas aos Servidores Públicos, relegando a população ao descaso e As políticas do atual governo do Estado não alteraram em nada a situação em que o governo anterior deixou, ao contrário, serviços são terceirizados como estratégia de precarização das relações de trabalho e do atendimento à população, entregando à iniciativa privada fatias importantes dos recursos públicos. Exemplo disso é suspensão de concursos públicos anunciada pelo Governo no início do ano. 

 

A manutenção da dominação de interesses privados promove verdadeiro saque de recursos públicos, notadamente nas áreas de saúde, de assistência e de serviços, onde o caso mais gritante e conhecido é a privatização da saúde com as terceirizações através das Organizações Sociais que dominam importantes hospitais regionais de Mato Grosso e drenam recursos públicos para uma minoria de privilegiados, enquanto prestam um péssimo atendimento à população e precarizam as carreiras dos servidores, indicando uma opção pelo fim do Sistema Único de Saúde - SUS, enquanto sistema público, que deveria ser constituído por carreiras de servidores O desrespeito à Constituição Federal (Art. 37, Inc. X), Constituição Estadual (Art. 147) e à Lei Estadual 8278/2004, com o parcelamento da reposição de perdas da inflação de 2014, sofridas pelos trabalhadores do serviço público do Estado de Mato Grosso, coloca em questão todas as conquistas alcançadas por diferentes setores dos trabalhadores, transformadas em leis específicas e revelam a tendência política do governo no trato tanto com as Políticas de Atendimento à população para assegurar direitos, quanto da perspectiva do papel das carreiras para cumprir tal atendimento. É flagrante a contradição entre o Candidato Pedro Taques “legalista” e o Governador que descumpre leis! 

 

Afinal, quem não cumpre uma lei sinaliza que não cumprirá as demais. A essa ilegalidade, ainda tenta jogar trabalhador contra trabalhador, manobrando para, com esse parcelamento, privilegiar interesses privados em detrimento dos serviços públicos. Diz que não tem recursos para o serviço público, para atender à população mais carente e que depende do Estado, mas em recursos para lançar obras que atendem aos interesses privados e do agronegócio.

 

Por entendermos que a orientação política que tem pautado o Governo atual diverge frontalmente daquela apresentada à população de Mato Grosso, que acreditou e depositou, nas eleições, todas as esperanças das mudanças sociais e políticas desejadas, sentimo-nos no dever de nos organizarmos para que não retrocedamos nem nos direitos conquistados historicamente pelo povo brasileiro e mato-grossense; nem no direito legítimo dos servidores públicos de ver garantidas suas conquistas.

 

1.        Que o governo do Estado cumpra imediatamente a lei referente aos repasses legais para a saúde e a educação e respeite a previsão orçamentária dos recursos destinados às áreas de políticas públicas, bem como as condições de trabalho e atendimento de qualidade à população;

 

2. O fim da concentração autoritária de competências na Secretaria de Gestão - SEGES e o respeito à autonomia administrativa e financeira, legalmente conferidas às instituições com competências específicas para prestação de serviço, bem como a Transparência com os recursos públicos inclusive na questão da Previdência;

3. Que governo do Estado seja coerente com suas promessas de campanha e rompa imediatamente com as Organizações Sociais (OSS) que dirigem hospitais regionais, rompendo também outras formas de terceirização que precarizam os serviços;

 

2.   Que o governo do Estado respeite a legislação vigente e os servidores públicos, cumprindo imediatamente as leis que traduzem dissídios coletivos efetuados durante os governos anteriores e durante o atual governo; efetuando o pagamento do restante de 3,11% da reposição salarial referente à inflação de 2014. 

 

5. Que o governo do Estado realize o Concurso Público para o provimento de cargos conforme determina o Art. 37 da Constituição Federal.

 

O argumento do Governo sobre a falta de recursos para assegurar o pagamento de direitos dos trabalhadores e melhorar a qualidade dos serviços não se sustenta, pois, Mato Grosso é a sexta economia do país em termos de arrecadação e tem apresentado crescimento muito acima da média nacional. No entanto, a qualidade dos serviços prestados corresponde à 14a posição nacional, que se explica pela falta deINVESTIMENTOS e de compromisso de sucessivos governantes com o interesse da população. Portanto, não aceitaremos passivamente que a escolha política do Governador continue submetendo as políticas públicas aos interesses do mercado, contrariando, inclusive, sua proposta de campanha!

 

Nesta luta também incluímos as pautas nacionais, contra a Lei 4330 (das terceirizações ilimitadas), as Medidas Provisórias 664 e 665 e demais medidas do ajuste fiscal, que impõem a recessão, o desemprego e retira direitos duramente conquistados pelos trabalhadores brasileiros Com esse objetivo de luta, os trabalhadores do serviço público de Matos Grosso, reunidos na Frente de Luta em Defesa do Serviço Público e dos Direitos dos Trabalhadores estarão em greve unificada no dia 17 de junho, quando realizaremos uma grande manifestação em Cuiabá, para onde se dirigirão caravanas de trabalhadores de todo o Estado. 

 

O dia 17 será um marco da luta unificada dos trabalhadores que continuarão mobilizados pela efetivação dos direitos conquistados pela população e pelo conjunto dos trabalhadores organizados.

 

DIREITOS: a gente quer por inteiro!

 

Cuiabá, 10 de junho de 2015.

 

 

Da Redação

 

 

Comentários

Data: 18/06/2015

De: professora

Assunto: educação

Até que enfim se fez deste dia de paralização um dia para se fazer o manifesto nas ruas e tornar público nossas causas e reivindicações, temos que falar para o povo saber o que estamos passando, pois apenas os professores é que são responsabilizados quando entramos em greve, a maioria das pessoas nâo pensam que os governantes é que tem essa responsabilidade e que apenas estamos tendo que nos fazer respeitar e que eles devem cumprir as leis. Vamos pra rua todas as vezes que se fizer necesário, queremos trabalhar, mas com dignidade!!!!!

Data: 18/06/2015

De: andriego

Assunto: manifesto


A turma do PT perderam a SEDUC agora greve, tome tento; tão triste por estarem fora da mamata. aguentem firmes e engole o choro. kkkkkkkkkk

Data: 17/06/2015

De: andréia

Assunto: educação

temos sim que correr atrás de nossos direitos,nosso piso salarial que nunca cumprem a lei.agora fica ai professores lutando ano a ano pra conseguir chegar a um nível melhor de salário,ai daqueles que não tivessem um professor..na minha opinião temos que lutarmos para conseguirmos um reajuste melhor,onde poderia chegar a um valor igualmente um policial civil ou até mais.pois digo os professores são desvalorizados não reconhecidos e deveria ser um dos primeiros previlegiados na classe social e etc....

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