17/08/2015 - Bombeiros tentam parceria com 14 municípios para criar brigadas mistas

17/08/2015 - Bombeiros tentam parceria com 14 municípios para criar brigadas mistas

Diante dos entraves para o combate às queimadas em Mato Grosso, que são as poucas unidades do Corpo de Bombeiros, a extensão territorial do Estado e a falta de conscientização da população, a coorporação propôs às 14 prefeituras dos municípios com maior ocorrência de incênidos, a criação de brigadas mistas para possibilitar um combate mais efetivo. As brigadas mistas devem contar com dois bombeiros e seis brigadistas.

 

O tenente coronel Paulo André Barroso, comandante do Batalhão de Emergências Ambientais (BEA), relata que apenas os quatro primeiros municípios desse grupo aceitaram firmar a parceria, sendo Sinop, Cláudia, Campo Novo do Parecis e Sapezal. As demais cidades são Chapada dos Guimarães, Marcelândia, Vera, Feliz Natal, União do Sul, Itaúba, Nova Santa Helena, Peixoto de Azevedo, Matupá e Santa Carmem.

 

Barroso conta que foi surpreendente quando a Prefeitura de Chapada dos Guimarães recusou formar a parceria, sendo  uma das responsáveis pelo Parque Nacional de Chapada dos Guimarães e diversas outras áreas de proteção ambiental. A brigada mista, naquela cidade, serviria como complemento à brigada municipal do município, conta com seis brigadistas.

 

Tanto a brigada municipal de Chapada, quanto as brigadas mistas tem a finalidade de atender a região onde está instalada apenas durante os três meses do período proibitivo de queimadas, que neste ano começou em 15 de julho e segue até 15 de setembro. A alegação do prefeito, Lisú Koberstain (PMDB), é que não há recursos para custear a parceria. “Isso geraria um gasto de R$ 30 mil e não dispomos desse recurso”, argumentou.

 

Segundo o tenente coronel, as brigadas mistas geram um custo total de aproximadamente R$ 90 mil, pelos três meses de atuação. Esse valor é dividido entre o Estado, que arca com cerca de R$ 60 mil; prefeitura, com média de R$ 20 mil; e empresas privadas com R$ 10 mil.

 

Ponto crítico

Barroso explica um dos pontos críticos do Estado, que deve ser beneficiado com a brigada mista, está no município de Sinop. Os bombeiros daquela localidade são designados para atender a área urbana, mas a área rural não. “Sinop tem um problema sério. Nós temos uma gleba lá que sempre pega fogo, a gleba Mercedes e conseguimos fazer a parceria com a prefeitura e a assembléia legislativa para criar uma brigada naquele local”.

 

O comandante ressalta que naquela região há recorrentes casos de incêndio e, por isso, há necessidade de manter uma base no local, durante este período. “Lá é uma área pequena que sempre dá problema, então mandamos uma equipe para ficar só na área rural”.

 

 

 

Eduarda Fernandes e Patricia Sanches

 

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