17/08/2016 - Empresária de SP procura família biológica em Mato Grosso

17/08/2016 - Empresária de SP procura família biológica em Mato Grosso

Modelo e empresária no ramo de moda praia de São Paulo tenta localizar família biológica em Mato Grosso. Sirley Vieira Saldanha, 32 anos, busca pistas de seu passado, já que a história de sua adoção continua envolta em mistério. A negativa do pai adotivo em passar mais detalhes relativos a sua origem torna a situação ainda mais angustiante.

Apesar da informação de que foi adotada ainda recém nascida, as únicas fotos que tem da infância é em torno dos seis anos, pouco antes da morte da mãe adotiva, que se chamava Maria. Ela morreu sem contar a verdadeira história de como Sirley entrou para família.

A única informação que teve, por meio do pai e tios adotivos, é de que foi adotada ainda recém-nascida, na cidade de Nova Brasilândia (215 km ao sul). A data não é precisa, mas no registro de nascimento conta como nascida no dia 8 de dezembro. Apesar de ter sido registrada e batizada em Nova Brasilândia, a informação é de que teria nascido em Chapada dos Guimarães (67 km ao norte).

O início de vida teria sido traumático, já que a mãe biológica que seria conhecida pelo apelido de ‘Buga’ tentou jogá-la ainda bebê nas águas de um rio. Foi impedida e afastada da criança, colocada para adoção.

‘O meu pai adotivo Antônio, diz não conhecer exatamente as circunstâncias em que a esposa me adotou. Mas não sei se realmente não sabe a história ou não quer contá-la, não sei por que motivo’, lamenta Sirley.

Após a morte da madrasta, o pai adotivo deixou a menina que tinha 10 anos nas casas das tias e parentes dele. Alguns não a quiseram e recusaram acolhê-la. Foi a partir desta idade que começou a trabalhar e desde então luta sozinha no mundo.

Lembra que até os 16 anos não tinha residência fixa e ficava tendo que mudar de casa de tempo em tempo. ‘Das casas das minhas tias adotivas para a casa do pai. Hoje vivo sozinha. Eu e Deus no mundo’,faz questão de dizer, apesar de manter contato com a família adotiva.

‘Tenho uma forte vontade de conhecer os meus pais. Saber a história que me levou ao meu destino. Ter uma referência. Saber os motivos pelos quais levaram eles a não me querer e saber o porque me jogaram no mundo. Saber se tinha outro nome ou se tenho irmãos e até mesmo o dia em que nasci’, argumenta a empresária, que mora no bairro da Liberdade.

Qualquer informação sobre a família ou passado de Sirley pode ser passada pelo email: pauloyamana@gmail.com
 

 

Silvana Ribas, repórter do GD

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