17/11/2015 - Maluf nega querer guerra e diz que há gente trabalhando para causar mal-estar entre Assembleia e MPE

O presidente da Assembleia Legislativa, Guilherme Maluf (PSDB), afirmou que há pessoas que estão tentando criar mal-estar entre o Poder Legislativo e o Ministério Público Estadual (MPE), em função da abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar a suspeita de fraude na emissão de R$ 10 milhões em cartas de crédito a membros da instituição. Maluf disse, ainda, que tem um bom relacionamento com o procurador-geral de Justiça, Paulo Prado. 

“Tem muita gente trabalhando para causar um mal-estar. Eu particularmente vou trabalhar para manter a harmonia entre o Ministério Público e a Assembleia. Não é com nenhuma guerra institucional que vamos resolver os problemas de Mato Grosso”, afirmou.

Ele se recusou a citar os nomes das pessoas que estariam tentando minar a relação entre os dois poderes. “Não adianta nomear. Vamos ter algumas dificuldades sim, mas acredito que o bom senso tem que prosperar. O respeito entre as instituições tem que ser preservado. Eu sou um defensor disso e vou continuar lutando”, completou.

O tucano tem afirmado que não há intenção de travar uma guerra com o MPE, porém, que a Assembleia tem a obrigação de investigar a denúncia feita. Maluf declarou, ainda, que a Casa de Leis não está a serviço do ex-secretário Eder Moraes, que se ofereceu para ser delator no caso, e que investigaria a denúncia de qualquer cidadão.

Apoio unânime

Como seria a quarta CPI em andamento na Assembleia Legislativa, são necessárias 16 assinaturas para abri-la. Os deputados já conseguiram 23, mas em função do entendimento de que a CPI seria aberta com o apoio de todos os deputados estaduais de Mato Grosso, aguardam apenas o retorno do deputado Zeca Viana (PDT) a Cuiabá para completar 24 assinaturas e instalar a comissão. A expectativa é que a CPI seja lida em plenário na terça-feira (17), e instalada ainda esta semana.

O líder do bloco da maioria, Dilmar Dal’Bosco (DEM) já indicou três membros para compor a comissão: além dele mesmo, Oscar Bezerra (PSB) e Wilson Santos (PSDB) devem compor a CPI. O presidente da comissão deve ser escolhido entre os membros indicados pelo “blocão”.

O líder do bloco da minoria, Gilmar Fabris (PSD), indicou informalmente os nomes de Zé Domingos (PSD) e Leonardo Albuquerque (PDT). Um deles deve assumir a relatoria da comissão. Segundo Maluf, porém, todos esses nomes ainda serão avaliados e não estão definidos. 

 

 

 

Da Redação - Laíse Lucatelli

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