17/12/2011 - Falsário é preso ao aplicar golpes em bancos da Capital

17/12/2011 - Falsário é preso ao aplicar golpes em bancos da Capital

 

Bandido falsificava assinaturas de correntistas e sacava grandes quantias; quadrilha veio de Goiânia.
 
O golpista Antônio Pereira da Silva, 59, que se passava por clientes de agências bancárias, utilizando documentos falsos, foi preso no início da tarde desta quinta-feira (15), em Cuiabá. 
 
Em dois dias – entre quarta e quinta-feira –, ele conseguiu sacar R$ 23 mil, sendo R$ 9 mil somente hoje, quando foi flagrado por policiais da Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO). 
 
Ele agiu com dois cúmplices, que atuaram somente no primeiro dia do golpe. O bando veio de avião de Goiânia para aplicar o golpe em Cuiabá.
 
Segundo a delegada Ana Cristina Feldner, responsável pela prisão, o golpista não só usava documentos falsos, como sabia imitar, com perfeição, a assinatura do cliente. 
 
A partir do primeiro cliente, que reclamou do desfalque, os policiais entraram em ação e localizaram Antônio, no final da manhã, numa agência bancária, no bairro Porto, onde havia feito um saque.
 
“Ele conseguia imitar a assinatura de uma vítima. Uma assinatura difícil, diga-se de passagem, na frente do caixa. Uma parte ele sacava e outra depositava numa conta da quadrilha de Goiânia”, disse Ana Cristina. 
 
Ela acrescentou que, numa ação conjunta com a Diretoria de Inteligência da Policia Civil, conseguiu mapear algumas agências bancárias e localizou o golpista em ação.
 
A Polícia Civil não revelou como o golpista tinha acesso à conta bancária e aos documentos dos correntistas, incluindo a assinatura nos cheques, uma vez que se trata de informação sigilosa. "Essa parte ainda está em investigação e envolve mais pessoas", explicou a delegada. 
 
Antônio foi autuado em flagrante por estelionato, uso de documento falso e formação de quadrilha (havia mais de quatro pessoas participando do esquema).
 
Embora ele tenha sido identificado em apenas uma agência, as investigações apontam que o golpe era aplicado em qualquer agência, sempre da mesma forma. 
 
A maneira como ele agia não gerava desconfiança nos funcionários dos bancos, sendo descoberto pelo cliente, que, ao checar a conta, descobria o saque.
 
“Descobrimos que o mesmo golpista atuou em quatro agências em Campo Grande (MS) em alguns meses”, disse Ana Cristina Feldber. 
 
A delegada acredita que, caso o estelionatário não tivesse sido localizado, o rombo nas contas dos clientes seria maior.
 
MidiaNews
Foto: MidiaNews/GCCO